segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Errar é humano?


Por – Joilson José Gonçalves Mendes

Normalmente ouvimos ou pronunciamos as seguintes frases: “Errar é humano”. “Errei por que sou humano”. “Errar é da natureza humana”. O que me pergunto é: “Até quando persistiremos nesta situação”? E você poderá questionar: “Em qual situação? Na de errar ou na de ser humano”? E eu te respondo: “Na de ser humano”.
Você está achando meio confuso? Conversa de louco? Calma, explico:
Pergunto a você: “O que você é? a) Um ser humano vivendo uma “aventura”/experiência espiritual? Ou b) Um ser espiritual vivendo uma “aventura”/experiência humana”?
Se a sua resposta for a letra a) paramos a conversa por aqui e concordarei com a expressão “Errar é humano”. Mas, se a sua resposta for a letra b) não há como concordar com a frase em questão.
Sendo seres espirituais ou mais especificamente como nos ensina a Doutrina Espírita, princípio inteligente individualizado, ainda vivenciamos uma experiência humana por que erramos. E como erramos! Quando deixarmos de errar, também deixaremos de reencarnar neste corpo denso.
É imperativo que nos conscientizemos da nossa verdadeira natureza, que somos seres espirituais em evolução e tendemos a categoria de espíritos puros. Todavia, para chegarmos a essa categoria necessário se faz que busquemos as correções de nossas mazelas, precisamos aparar as nossas arestas, nos lapidarmos dia-a-dia.
Não podemos mais justificar os nossos erros com a frase acima. Se ainda permanecemos na condição de humanos é porque estamos deixando de fazer algo em benefício da nossa evolução. Sabemos que a evolução não dá saltos, mas também, não podemos caminhar a passos de tartaruga. Os seres espirituais que habitam o planeta Terra chegaram a um nível de evolução em que a informação, seja no campo material ou no campo espiritual, está avançada a ponto de se conscientizar do real objetivo de sua estada neste tipo de planeta.
Aqueles que ainda persistem no erro serão, pouco a pouco, excluídos e habitarão um planeta em condições primitivas. Não que isto seja um castigo, mas devido às condições fluídicas em que a nova Terra se encontrará. A vibração da Terra estará tão elevada que a frequência daqueles seres que deixaram de acompanhar a mudança de vibração do planeta, não suportará a permanência no globo terreno, tendo que habitar um planeta de vibração condizente com a sua evolução.
O pronunciamento do mestre Jesus no Sermão da Montanha é mais atual e iminente do que pensamos. "Bem aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra." (Mateus, 5:5). Contudo, se continuarmos a repetir que erramos por que somos humanos, cristalizaremos em nossa psique a condição de continuarmos neste estágio de evolução, o que dificultará, ainda mais, o processo evolutivo.
André Luiz, em Mecanismos da Mediunidade, ensina que somos seres condicionados e que ao nos comprazermos nas atividades menos elevadas, sejam de qual for a sua natureza, estabelecemos em nós o condicionamento de hábitos que geram enfermidades diversas. Vejamos o texto abaixo.
“Pensando ou conversando constantemente sobre agentes enfermiços, quais sejam a acusação indébita e a crítica destrutiva, o deboche e a crueldade, incorporamos, de imediato, a influência das criaturas encarnadas e desencarnadas que os alimentam, porque o ato de voltar a semelhantes temas, contrários aos princípios que ajudam a vida e a regeneram, se transforma em reflexo condicionado de caráter doentio, automatizando-nos a capacidade de transmitir tais agentes mórbidos, responsáveis por largo acervo de enfermidade e desequilíbrio”. (grifos nosso)
Diante do exposto podemos inferir que nossos comportamentos, pensamentos e palavras são diretamente responsáveis por continuarmos nesta lamentável condição de humanos. Mudemo-los, portanto, para que possamos acelerar o nosso processo de evolução, conquistarmos o direito de seres espirituais evoluídos e habitarmos um mundo melhor.

Fontes:
- Kardec, Allan. O Evangelho segundo o espiritismo
- Kardec, Allan. O livro dos espíritos
- Xavier, Francisco Candido. Mecanismos da mediunidade – Pelo espírito André Luiz
- Franco, Divaldo Pereira. Transição Planetária – Pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda

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