terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Medo da morte


 Joilson José Gonçalves Mendes


Praticamente todos os seres humanos, possuem um medo que segundo Kay Gilley no livro “A alquimia do medo” é o pior de todos os medos, o medo da morte. Mesmo aqueles que acreditam na vida após a morte, que professam uma crença religiosa em que a pluralidade da existência é senso comum, afirmam ter medo da hora derradeira, o momento em que teremos que fazer a nossa passagem, medo de morrer.

Então questionamos: Qual a origem deste medo? Porque pessoas estudiosas dos assuntos espirituais tremem ao saberem que a sua hora está chegando? O que devemos fazer para eliminarmos ou pelo menos minimizarmos este medo? O medo estaria ligado ao como morrer ou a o que virá após o desencarne?
Joana de Angelis afirma que “...o medo da morte, que é herança ancestral, assim como resultado das crenças religiosas e superstições que elaboraram um Deus vingador e punitivo, ou do materialismo que reduz a vida após a disjunção celular ao nada, o fenômeno natural da desencarnação se apresenta como tragédia, ou constitui um término infeliz para a existência humana, que sofre a dolorosa punição de ser extinguida.” Desta forma passamos a compreender um pouco mais sobre este medo visto que somos espíritos milenares que já vivenciamos vários personagens no palco terreno e nem sempre fomos espíritas ou reencarnacionistas.

Nas fases primitivas da existência devido à ignorância, seja nossa ou daqueles que nos impingiram certos conceitos, fomos condicionandos a vários tipos de medo e o medo da morte talvez tenha sido o mais condicionado. Já acreditamos em um “céu” feito apenas para os “puros” e um “inferno” para os “maus”. Citamos como exemplo o caso do Bandeirante – Anhanguera - que colocou fogo no álcool, dizendo para os índios que queimaria os rios. E isto aconteceu aproximadamente há quinhentos anos. Hoje sabemos o que é o álcool e não ficamos aterrorizados com uma situação desta, assim será quando realmente compreendermos sobre o processo do desencarne e a importância das várias existências para a evolução espiritual de cada um.

Segundo Kay Gilley “Apenas expressando em palavras os nossos medos profundos recuperamos o poder para transformar nosso relacionamento com eles de negação para força interior.” Podemos então, em um momento de medo nos perguntarmos: Do que estou com medo? O que este medo pode me ensinar para que eu possa ir ao seu encontro? Afirma, ainda que, “Quando temos medo e o evitamos através da negação, nós nos dividimos, sentimo-nos menos plenos. Quando temos medo, mas o admitimos e aprendemos o que temos que fazer para encará-lo e superá-lo, nós nos tornamos mais plenos.”

Encarar o medo da morte é praticar o que Jesus, nosso mestre maior, nos ensinou “BUSCA A VERDADE E A VERDADE TE LIBERTARÁ.” É enfrentar a verdade sobre nós mesmos, sobre a continuidade da vida e fortalecermos na fé, não a fé cega e sim uma fé raciocinada, uma fé baseada na experiência direta. Convém lembrarmos que “morremos” todos os dias quando nos deitamos para dormir após um dia de trabalho.

Para Richard Simonetti “O espírita, em face das informações amplas e precisas que recebe, certamente aportará com maior segurança no continente invisível, sem grandes problemas para identificar a nova situação, embora tais benefícios não lhe confiram o direito de ingresso em comunidades venturosas. Isso dependerá do que fez e não do que sabe.”

Sócrates ensinava seus discípulos dizendo: “É pois um fato, Símias, (...), que os verdadeiros filósofos se preparam para morrer e que eles são, de todos os homens, aqueles que menos medo têm da morte”. (Platão, Diálogos, Fédon)

Assim como Simonetti e Sócrates nas transcrições acima, devemos nos preparar para o momento da morte, uma vez que, sabemos ser a única certeza em nossa estada no plano terreno e que, um dia, retornaremos ao plano espiritual para um novo estágio de aprendizado. Como afirmam os espiritos, nossa condição no plano espiritual está diretamente subordinada às obras que fizermos ao bem que praticarmos, quanto mais vivenciarmos os ensinamentos do Cristo em nosso dia-a-dia melhor será nossa situação ao chegarmos no plano espiritual.

 

Bibliografia

-        O livro dos espíritos

-        Quem tem medo da morte? – Richard Simonetti

-        O Despertar do espírito – Joana de Angelis

-        Autodescobrimento - Joana de Angelis

-        A Alquimia do medo – Kay Gilley

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O desdobramento consciente no auxílio ao trabalho mediúnico



Joilson José Gonçalves Mendes

“Deus deixou abertas para os seus filhos internados no educandário da reencarnação terrena, não apenas janelas, mas portas imensas que lhes permitem o conhecimento da sua realidade de seres fadados à imortalidade...” (Camilo)
Na transcrição acima o espírito Camilo comenta sobre a mediunidade dada por Deus aos seus filhos para que possamos manter o intercâmbio com o plano espiritual. Este intercâmbio geralmente ocorre por meio da mediunidade de psicofonia (incorporação), clarividência, clariaudiência e psicografia que são os tipos mais conhecidos. Também temos a capacidade de ausentarmos do corpo físico, seja consciente ou inconscientemente conhecida como desdobramento, projeção astral, viagem astral, experiência fora do corpo.
Geralmente encontramos vários relatos nos romances sobre o desdobramento e como a espiritualidade atua em nosso favor, nos orientando e aconselhando. Pretendemos demonstrar, por meio de relatos transcritos, que a prática do desdobramento é algo comum e como o desdobramento consciente pode auxiliar o médium e a equipe no trabalho mediúnico.
No item 35 do livro Desafios da Mediunidade, encontramos a seguinte questão: O que é desdobramento? Temos como resposta - “É um estado de emancipação da alma, no qual há algo mais do que no sonho comum.”
Kardec, em A Gênese, Cap. XIV, It 23, comenta que: "Embora, durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo perispírito, não é tão escravo, que não possa alongar sua corrente e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço”.
Aulus, conversando com André Luiz em Nos domínios da Mediunidade explica que: “Raros espíritos encarnados conseguem absoluto domínio de si próprios, em romagens de serviço edificante fora do carro de matéria densa.” Percebe-se, nas palavras de Aulus, um certo descontentamento com nós, espíritos encarnados, pois poderíamos auxiliá-los muito mais caso tivéssemos um domínio maior de nossa capacidade espiritual quando em desdobramento.
Por sua vez André Luiz em Mecanismos da mediunidade faz o seguinte comentário: “...considerável número de pessoas, principalmente as que se adestraram para esse fim, efetuam incursões nos planos do espírito, transformando-se, muitas vezes, em preciosos instrumentos dos benfeitores da espiritualidade...”
No item 37 do livro Desafios da Mediunidade, o espírito Camilo é questionado se podemos realizar o desdobramento voluntariamente, o que dá a seguinte resposta: “Sim. Desde que a pessoa desenvolva essa habilidade por meio de treinamento.”
No capítulo VIII de o Livro dos Espíritos em que Kardec aborda o assunto sobre a emancipação da alma, também esclarece que todas as noites saímos do corpo físico, por meio do sono, e vamos ao encontro das nossas afinidades. Todavia, nem sempre lembramos o que fizemos durante a noite enquanto o corpo físico estava descansando.
Joana de Angelis comentando sobre os vários tipos de terapia em Vida Desafios e Soluções é de parecer favorável que aprendamos a realizar o desdobramento consciente, pois assim teríamos a capacidade de verificarmos nos arquivos espirituais, e compreender melhor as dificuldades pelas quais passamos, procurando corrigirmo-nos e abreviar os sofrimentos. Transcrevemos as palavras de Joana sobre o assunto: “...proporíamos o desdobramento consciente da personalidade, isto é, do Espírito, nas suas viagens astrais, através das quais experimente sempre, quando lúcido, maior liberdade, assim podendo superar as seqüelas dos graves conflitos das reencarnações passadas, em depósito no inconsciente.”
Diante do acima exposto somos de parecer que ao aprender a realizar o desdobramento consciente o médium seria de grande valia para o trabalho mediúnico, uma vez que poderia relatar com clareza e precisão o que se passa no plano espiritual. Poderia, também, ir até determinados locais, sempre acompanhado dos benfeitores espirituais, no auxílio de resgate aos espíritos sofredores, pois sabemos que o espírito encarnado possui fluidos que favorecem certos tipos de trabalhos na espiritualidade.
Entretanto, Joana ensina que vivemos com nossa mente adormecida, o que dificulta a lucidez durante o desdobramento. Outro fator impeditivo é o medo, se desejas ser útil à espiritualidade deve vencer o medo. Para conseguir a plena consciência durante o desdobramento são necessários treinamento e disciplina, encontrar um tempo para a prática diária, preferencialmente que a pessoa fique deitada em seu quarto e realizar a seguinte técnica:
- Fazer uma oração solicitando apoio espiritual e explicar o motivo pelo qual irá realizar o desdobramento;
- Vencer a barreira do medo;
- Relaxar seu corpo 100% enquanto estiver acordado;
- Concentrar-se 100% no que está fazendo;
- Ter energia suficiente disponível;
- Forçar a separação do perispírito.
Esta prática poderá auxiliá-lo, contudo os resultados nem sempre acontecem com a rapidez que desejamos o que exige paciência, persistência e muita prudência.

BILBIOGRAFIA
-         Nos domínios da mediunidade – Chico Xavier – Esp A. Luiz
-         Mecanismos da Mediunidade – Chico Xavier – Esp A. Luiz
-         Desafios da Mediunidade – Raul Teixeira – Esp Camilo
-         Diálogo com as sombras – Hermínio C Miranda
-         O livro dos espíritos - A. Kardec – Livro II - Cap 8 Emancipação da alma
-         A Gênese - Allan Kardec - Cap. XIV, It 23
-         Vida, desafios e soluções – Divaldo P. Franco – Esp Joana
-         Dados de pesquisa em Parapsicologia

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Valores Morais



Conteúdo de palestra apresentada no Centro Espírita - Comunhão Espírita Cristã de Curitiba 

Por - Gilberto L. Tomasi
 Uma das recomendações básicas da Doutrina Espírita, e ditadas pelos espíritos superiores, para que consigamos dar início a tão falada reforma íntima, que é uma das bandeiras do espiritismo é a necessidade de fazermos uma auto análise, uma introspecção e, dentro desse olhar interno, necessário é que possamos ver como anda a nossa escala de valores.
Como somos seres imortais, devemos procurar saber, se temos buscado valorizar o que realmente tem valor efetivo nessa nossa caminhada, ou se ainda temos dado importância somente as coisas efêmeras e fúteis que nada acrescentam. Será que temos ocupado nosso tempo com coisas úteis ao nosso progresso intelectual e moral ou temos somente ocupado o tempo com as coisas passageiras, na busca de satisfações imediatas.
Esses questionamentos devem ser uma constante em nossas vidas, ou, pelo menos na vida daqueles que realmente anseiam por melhores dias – futuro -.
Geralmente, alguns de nós dedicam muito tempo relembrando ou lamentando o passado. (lamentar é diferente de analisar) ou, ainda, pensando no futuro próximo nos esquecemos de viver o presente, o momento atual, o nosso hoje.
O passado deve somente nos servir de lição, de experiência, mas é passado e não pode ser modificado. O futuro, este sim, é construído agora, no momento atual, e não pode ser antecipado, pode ser programado.
Nós desconhecemos, ainda, que  carregamos em nossa intimidade todos os meios que precisamos para viver, e viver em plenitude, e não aceitar essa verdade, seria aceitar a existência de um deus cruel e tirano privilegiado uns poucos em detrimento da maioria,o que viria a contrariar um dos atributos de Deus, que é ser soberanamente bom e justo.
Se temos todos os meios de vivenciar e valorizar esses valores mais nobres, que nos levarão a sermos verdadeiros  homens de bem, tendo uma vida mais tranqüila, feliz e harmoniosa e  que estão adormecidos, em estado de letargia,fazendo com que tenhamos ainda uma vivência de angustia de dor, sofrimento e tristeza, infelicidade, pergunta-se : de onde vem essa sensação de impotência diante da vida ?
Se não encontramos ainda respostas claras e objetivas para esse questionamento, o simples fato de aceitarmos que possuímos condições de irmos em busca desses valores mais nobres, que não estão longe, pelo contrário, estão dentro de nós mesmos, já nos dá a certeza que depende somente de nós mesmos acharmos o caminho.
Leon Dennis – (Depois da Morte) Diz:  Cada qual sabe onde o, é mais fácil iniciar essa busca.
Algumas das raízes do nosso sofrimento, de ainda estarmos inertes diante de valores morais a desejar, é porque ignoramos essas infinitas possibilidades que trazemos por herança natural e,somente depositar nossas expectativas de crescimento, de evolução no mundo exterior, esperando  que tudo e todos satisfaçam nossos caprichos e necessidades,e aí não chegamos a lugar nenhum e nos tornamos infelizes.
Leon Dennis – (Depois da Morte ) - O espírito é criado para a felicidade, criado portanto para vivenciar valores mais elevados, mas para poder apreciar esses valores , para poder conhecer o seu justo valor,o homem deve conquistar esses valores por si próprio, só que para isso, o espírito deve desenvolver as potencialidades que estão guardadas em seu íntimo,mas como ainda não conseguimos desenvolver essas potencialidades  existentes em nós,projetamos os nossos valores no mundo material, ou seja: nos cartazes de propaganda, nos carros importados,nos rótulos,nas estampa,nas promessas românticas,nos títulos acadêmicos – (kardec diz, que o espiritismo não sendo uma teoria abstrata não se dirige apenas aos sábios, por conseguinte o homem espírita fala ao coração e para falar a linguagem do coração não há necessidade de diplomas.)
Na imagem que os outros criam diante de nós, só que muitas vezes os outros estão se escondendo de si mesmos e criando e alimentando a ilusão de que realmente nos farão felizes.Ainda chegamos acreditar que o cigarro e bebida, os cosméticos,  vai nos trazer a liberdade e a beleza anunciadas em suas belas propagandas.Mas não é só nesse mundo exterior visto na mídia que exteriorizamos as nossas falsas expectativas,também na casa espírita, ainda projetamos valores que poderiam nos levar ao bem estar, ao crescimento moral, nos benfeitores espirituais – como se eles fossem obrigados a resolver os nossos problemas,no passe,na água fluidificada,ou ainda, há quem pense que sofrendo calado, inerte, passivo nesta encarnação poderá ser feliz e ter um caráter mais nobre em outra.
Não faço nada de errado, mas também não faço nada de bom -.
Nós desprezamos o nosso potencial de adquirir valores morais mais abrangentes, quando nos colocamos como vítimas e deixamos de tomar atitudes nobres e positivas para o nosso bem estar. Enfim, construímos ilusões, alimentamos fantasias e agindo dessa maneira, continuamos investindo nossos valores em relacionamentos repletos de expectativas e acabamos nos condenando a desilusão.
Emanuel – psicografia de Chico Xavier, diz: - a desilusão em nossa vida é a visita da verdade. Importante – atrás da desilusão há sempre um processo inicial chamado ilusão. Ou seja – nós criamos valores cheios de expectativas em relação ao comportamento do outro,(ilusão),só que ignoramos que as pessoas são imprevisíveis e incertas com relação ao que querem, o que procuram, ao que tem e ao que sentem, assim como nós.
Isto significa dizer que as vezes aqueles valores que achamos que faz o outro  ser um homem de bem, para o outro é um meio de infelicidade.
Quando o homem conseguir vivenciar valores nobres como fraternidade, solidariedade, amor, perdão, indulgência, a humildade, ele conseguira também, deixar de controlar, vigiar e moldar as situações e as  pessoas, aceitará que somos todos seres únicos e moldados por experiências únicas,isso porque o descontrole em nossa vida vem da ânsia, da vontade de querer controlar a vida alheia.Portanto, a conquista de valores nobres não pode ser vista como uma questão de circunstâncias, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, não tem nada a ver, os outros não são empecilhos ao nosso crescimento,nem tampouco ter como impedimento os problemas que carregamos – o que seria outra ilusão –
A conquista de valores nobres pode estar numa postura tranqüila diante dos encontros e desencontros de nossa existência, reconhecendo através da realidade da imortalidade do espírito as infinitas possibilidades de recomeçar uma nova jornada, uma nova etapa.
Talvez a conquista de valores morais mais abrangentes, seja reconhecer que são os nossos erros e acertos que nos levarão a um único resultado – o aprendizado.
Talvez seja evitarmos o julgamento pré-concebido, basta ouvir um comentário, ver uma cena, ler um matéria, já vem uma enxurrada de críticas,nunca nos damos ao direito de ver outro lado da moeda – mesmos certos não temos o direito de julgar Lembrando as palavras do Mestre – atire a primeira pedra, quem nunca errou -
Talvez seja identificar em nosso semelhante um companheiro de jornada, um espírito imortal, antes de vê-lo como pai, mãe, filho, irmão, chefe ou subordinado, rico ou pobre,já que somos todos seres transitórios, que só levarão consigo as lições absorvidas.
Conquistar valores nobres, talvez seja segurar tudo e todos com as mãos abertas, sem reter nada e ninguém, porque nenhuma pessoa ou coisa é nossa propriedade.
Vivenciar valores nobres, talvez seja, termos apenas a noção de que podemos ser  parcialmente felizes aqui e agora dentro tão somente de nossas reais possibilidades,e nunca através da realização de nossos intranqüilos e desnecessários desejos.
Vivenciar valores nobres pode estar na convivência com a nossa família, quando temos a chance de fazer o bem, ajudando nas tarefas domésticas, dizendo palavras agradáveis, expressando afeto, carinho para os que vivem conosco, mesmo achando que eles não merecem, olhar aquela criança que bate a nossa porta em busca do pão, não esquecendo que ela também é nossa irmã, é igual a nós, chora, ri, sofre com as perdas, sente-se feliz ao receber um agrado, um sorriso.
Talvez seja, no trabalho, desempenhar nossas funções com a máxima atenção, sendo simpático e solícito com os colegas com quais se divide longas horas diárias, sem querer tirar proveito de uma situação puxando o tapete de alguém.
Aproveitar um domingo de descanso para visitar um asilo, um orfanato, reservar um tempo para meditar, avaliando a nossa conduta.
Se tudo isso nos parece ainda muito difícil, devemos nos amparar na luz do mestre Jesus, que  nos convida todos os dias a seguir os seus passos, já que todos fomos criados para sermos verdadeiramente felizes.E a felicidade está diretamente ligada a vivencia de valores nobres.
kardec – Revista Espírita 1865, esclarece que o objetivo de todo indivíduo na terra, é  querer a felicidade a qualquer custo, mas como conquistá-la sem vivenciar valores morais a altura dessa necessidade.
O problema é que cada um de nós procura uma rota diferente em busca da felicidade, e mais, nessa caminhada, nessa busca, o homem vivencia valores puramente materiais.
kardec – diz que cada um de nós espera encontrar aquilo que nos agrada, que nos faz bem, incluído aí a felicidade, num lugar ou numa coisa diferente que mais nos agrade particularmente.E vejam, onde nós esperamos encontrar a felicidade:
Uns na glória outros nas honrarias e a grande maioria – na fortuna, na riqueza material. A fortuna é em nossos dias o mais poderoso meio de se chegar a tudo, a fortuna serve de pedestal a tudo. Afinal, que valores morais são esses? 
Os nossos desejos (materiais) aumentam na mesma proporção daqueles que são satisfeitos – sempre queremos mais.
E onde entra a Doutrina Espírita poderá ajudar?  O espiritismo tem a missão de enfatizar ao homem, que as riquezas materiais e o progresso intelectual não é o mais importante, é apenas um passo que faculta o progresso de natureza moral, de valores morais mais elevados. Isto porque, sem crescimento moral o homem cresce apenas horizontalmente, sem penetrar na verticalidade do conhecimento divino.
Portanto o espiritismo é a chave que abre a porta da ignorância e facilita o conhecimento da verdade, verdade essa que nos levará a vivenciar valores morais mais elevados, fazendo do amor a nossa bandeira, procurando a cada passo ouvir a  nossa própria consciência,fazendo o bem pelo bem, perdoando e estendendo a mão, lutando por um mundo melhor, se esforçando contra os vícios e fraquezas, só que infelizmente as nossas condutas, quase sempre estão pautadas na lei da compensação, fazer e receber,isso acaba nos traindo sempre.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Conhecimento do futuro



Por - Gilberto L Tomasi

Não andeis pois,ansiosos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado(Mts.6/31”.)

  A ansiedade é uma sensação ocasionada por alguns momentos de preocupação, tensão e apreensão, sentida como uma antecipação a acontecimentos que poderão ocorrer. Ou seja, sofre-se antecipadamente  por algo desconhecido.
Mas, podemos prever os acontecimentos futuros? Vejamos: Na tragédia grega de Sófocles, o rei Laio de Tebas é alertado por um oráculo de Delfos sobre a sua morte pelas mãos de seu filho Édipo. Platão, conversando com Fredo (Fabulista romano,15ac/50dc) dizia: “A alma tem o dom de profetizar”. Para Aristóteles, o homem podia prever o futuro sem a interferência de Deus.Sonhando que a estátua de seu marido, imperador Cesar jorrava sangue, Calpurnia, previu sua morte. Ao ser insultada por um desconhecido, Joana D’Arc prevê sua morte por afogamento no fosso de um castelo. Já. Nostradamus, em suas centúrias, profetizou vários acontecimentos. Previu, dizem, a revolução francesa, a ascensão de Napoleão, do domínio de Hitler e alguns outros que ainda estão por acontecer. O  Mestre Jesus, também profetizou sobre o futuro em sua época ao falar sobre o “fim dos tempos”.
  Em 1868, com o Livro A Gênese, Kardec impulsiona a teoria da preciência, que foi comprovada mais tarde através de várias pesquisas realizadas pelo Dr. Joseph Banks Rhine, biólogo americano e  pai da parapsicologia.,em 1932. Sua esposa Dra. Luisa Rhine, em seu livro “Canais Ocultos do Espírito”, após profunda análise de relatos de várias pessoas que diziam prever o futuro, classificou o fenômeno em quatro formas: 1-Fenômeno realista, 2-Fenômeno não realista, 3-Fenômeno alucinatório, 4-Fenômeno intuitivo, (que merecem ser estudados). Mais recentemente, nos anos setenta, Russel Targ e Harold Puthoff, físicos do instituto de pesquisas de Estanford, realizam estudos e experiências sobre  precognição relacionadas com situações reais. A precognição (latim,pré-cognito) é uma percepção extra-sensorial na qual o indivíduo percebe uma informação sobre o futuro ou evento antes dele acontecer.
  Na ótica espírita o conhecimento do futuro é abordado por Kardec em O Livro dos Espíritos, na questão 402, quando ao serem questionados sobre a liberdade dos espíritos durante o sono, eles respondem: “Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o espírito mais faculdades do que  no estado de vigília. Lembra-se do  passado e algumas vezes prevê o futuro”.  Na Gênese, cap. XVII, Kardec esclarece: “Aquele a que é dado o encargo de revelar uma coisa oculta recebe, à sua revelia e por inspiração dos espíritos que a conhecem, a revelação dela e a transmite maquinalmente, sem se aperceber do que faz. É sabido, ao demais, que assim , durante o sono, como em estado de vigília, nos da dupla vista, a alma se desprende e adquire, em grau mais ou menos alto, as faculdades do espírito livre”. Prossegue Kardec: “(...) Muitas vezes, as pessoas dotadas da faculdade de prever, vêem os acontecimentos como que desenhados num quadro, o que também se poderia explicar pela fotografia do pensamento”.
  Em o Livro dos Médiuns, Kardec, faz vários comentários a respeito do conhecimento do futuro dizendo que esse conhecimento do futuro acontece através de uma intuição muito vaga daquilo que pode acontecer, e isso se dá através dos médiuns de pressentimento. Mas, conforme Kardec, no Livro dos Médiuns, o homem não deve saber de tudo o que está por vir, pois se Deus assim permitisse, o homem não trabalharia em prol de sua evolução e progresso, pois, a saber o que estaria por acontecer iria neglingenciar o seu presente. Sendo o futuro algo de bom, permaneceria inerte esperando sua realização, sendo algo desagradável cairia num estado de tristeza e melancolia.
  Joana D’Angelis, nos explica em sua série psicológica: “A paranormalidade é inevitavelmente o novo passo a conquistar, e que futuramente estes fenômenos serão algo de normal em nossas vidas. Continua Jona D’Angelis: “(...)O espírito possui valiosos recursos que se expressam através de seu psiquismo, podendo irradiar o pensamento, produzindo,fenômenos, consciente ou inconscientemente, de pré e retrocognição.(Regressão de memória)
  A falta de informação, faz com que algumas pessoas associem o fenômeno da precognição como sendo “bruxarias”, e sentem um sentimento de culpa ao terem visões de situações desagradáveis.
  Chico Xavier através da psicografia diz que os espíritos ensinam: “ Se queremos saber sobre nosso passado, analisemos o nosso presente; se quisermos saber de nosso futuro, analisemos nosso presente”.
Consulta: O Livro dos Médiuns (Kadec),O Livro dos Espíritos (Kardec), A Gênese (Kardec), Dias Gloriosos (Joana D’Angelis – Divaldo), Revista o Reformador (06/2002) Sexto Sentido n. 520, Precognição (Adelaide P Lessa), Canais Ocultos do Espírito (Louisa Rhine)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mediunidade é doença?



Joilson José Gonçalves Mendes

Allan Kardec afirmou que “Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos espíritos é, por esse fato, médium.” Encontramos em várias passagens das obras basilares da Doutrina Espírita e também em livros complementares, referências de que a mediunidade é decorrente de uma predisposição orgânica.
Pode-se dizer que a mediunidade é uma ferramenta que recebemos ao reencarnar, para adiantarmos nosso processo de evolução, bem como sermos instrumentos na tarefa de comunicação com a espiritualidade. Ao exercitarmos a mediunidade com o mais profundo desinteresse, de coração aberto e muito amor, estaremos praticando a caridade e esta prática como sabemos apaga a multidão dos erros cometidos em vidas pregressas.
Contudo nem todas as pessoas têm acesso a este tipo de informação pelos mais diversos motivos, seja por professar outro tipo de filosofia religiosa, medo, preconceito, desinteresse, etc. Daí encontrarmos muitas delas internadas em hospitais psiquiátricos. Vários destes pacientes apresentam um grau elevado de mediunidade, que não foi tratada como deveria.
A Doutrina dos Espíritos esclarece que devido a uma capacidade mediúnica desequilibrada o médium poderá sofrer a influência de espíritos obsessores, sendo estes desafetos do passado, e a falta de atenção aos assuntos espirituais pode levar a pessoa a um desequilíbrio mental, mas não que a mediunidade em si seja patológica. Salienta-se, ainda, que nem todo distúrbio mental tem sua origem em uma mediunidade desequilibrada, muitos pacientes já possuem, por causa genética a probabilidade de desenvolver algum tipo de transtorno mental.
Em o Livro dos Médiuns, Cap 18, item 221. 1. verifica-se o seguinte questionamento: “A faculdade mediúnica é indício de algum estado patológico ou simplesmente anormal?” E a resposta é: “Às vezes anormal, mas não patológico. Há médiuns de saúde vigorosa. Os doentes o são por outros motivos”. Mais adiante no item 5. “A mediunidade poderia produzir a loucura?” A resposta segue no mesmo raciocínio: “Não produziria mais do que qualquer outra coisa, quando a fraqueza do cérebro não oferecer predisposição para isso. A mediunidade não produzirá a loucura, se esta já não existir em germe. Mas se o seu princípio já existe, o que facilmente se conhece pelas condições psíquicas e mentais da pessoa, o bom senso nos diz que devemos ter todos os cuidados necessários, pois nesse caso qualquer abalo será prejudicial”.
O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais - Quarta Edição (DSM-IV™) publicado pela Associação Psiquiátrica Americana, é uma classificação categórica que divide os transtornos mentais em tipos, baseados em grupos de critérios com características definidas. O DSM-IV™ serve para facilitar o diagnóstico, o tratamento e as análises estatísticas dos transtornos mentais. Neste manual encontramos referências sobre a possessão por espíritos (Casos clínicos DSM4). O Tratado de Psiquiatria de Kaplan e Sadock, da Universidade de Nova York, também se refere à mediunidade no capítulo sobre Teorias da Personalidade. Outro referencial é Código Internacional de Doenças (CID-10), (F44.3), que reconhece os estados de transe e possessão por espíritos.
Sabe-se que as 50 maiores faculdades de Medicina dos EUA possuem em sua grade curricular de graduação e pós-graduação a disciplina Medicina e Espiritualidade, que a Organização Mundial de Saúde coloca em seu protocolo de Qualidade de Vida o sistema espiritual. Resta-nos perguntar se os profissionais da medicina que tratam dos transtornos mentais estão preparados para lidar com estas situações.

Ao reportarmos ao título deste texto, inferimos que a mediunidade está totalmente desvinculada de qualquer patologia. Cabe lembrar que a mediunidade é concedida àquele que aceitou vir com esta predisposição orgânica. A pessoa foi preparada, antes de reencarnar, para cumprir com sua tarefa. Contudo, ao reencarnarmos esquecemos dos muitos compromissos assumidos.
Aquele que apresenta em maior ou menor grau qualquer tipo de manifestação mediúnica, convém buscar o conhecimento teórico/prático de como lidar com esta situação, lembrando sempre que o conhecimento de si mesmo deve ser o primeiro e o trabalho interior em dominar suas más tendências sua meta principal. Agindo desta maneira estará praticando a mediunidade com Jesus e assim terá a proteção dos bem-feitores espirituais.


Referências bibliográficas:
- O Livro dos Espíritos
- O Livro dos Médiuns
- Desafios da mediunidade – Pelo espírito Camilo – Psic Raul Teixeira.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

OS ANIMAIS



Por - Gilberto L Tomas

Os animais tem alma? Progridem? Serão sempre animais? Porque eles sofrem? Existe lei de causa e efeito entre eles?
Animais não tem alma como nós humanos, mas tem um princípio espiritual  que sobrevive à morte do corpo.
Segundo Kardec, os espíritos disseram: Quando o animal morre, espíritos especializados recolhem esse princípio espiritual, que entra em letargia e é encaminhado para uma nova encarnação quase imediatamente.
Este princípio inteligente, que ainda não é um espírito, passará milênios nessa condição, até chegar ao reino hominal, mas em mundos primitivos, onde o homem pouco diferencia do animal.
Continua progredindo lentamente até adquirir consciência de si mesmo e desenvolver o livre-arbítrio.
Os homens progridem por sua vontade, os animais pela força das coisas ou do ambiente.
Se permanecessem sempre animais seria uma injustiça, pois eles sofrem, são abatidos para a alimentação do homem usados como cobaias e desenvolvem doenças como câncer, etc.
Os animais não são responsáveis pelos seus atos. Alguns são mais inteligentes pelos cuidados recebidos, ou talvez porque progrediram um pouco mais que seus irmãos da mesma espécie.
Respeitar e proteger os animais é um dever cristão.
Kardec, afirma que não há interrupção na evolução do espírito, desde sua criação até o ser humano, desde o mineral até o ser humano. O ser humano não detém o privilégio da evolução. Há uma lei geral que rege os seres da criação, animais ou inanimados: é a lei o progresso.
Fonte:  Rev. Esp. 03/1864

INFORMAÇÕES:
- BRASIL – 35 MILHÕES DE CÃES E 15 MILHÕES DE GATOS
- GASTOS COM PRODUTOS E SERVIÇOS PARA ANIMAIS; 9 BILHÕES ANO -  NO BRASIL.  – 750 MILHÕES MÊS.
- 44% DOS LARES TEM UM ANIMAL DE ESTIMAÇÃO
- CURITIBA , POA, CAMPINAS – 50%
Fonte: Rev.VEJA 03/2009