sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Conselho do Mundo Espiritual


 
Por - Gilberto L. Tomasi


Os espíritos trabalhadores, designados para nos proteger, nos repassam constantemente uma verdade que infelizmente, nós encarnados ainda estamos demorando em aplicar.
Dizem eles, de maneira peculiar e simples que no mundo espiritual não existe raça, cor ou credo, posição social que diferencie as almas, ou crie fronteiras, o que existe é o homem de bem e o homem que não aprendeu ou desaprendeu de ser bom.
Baseado nisso, eles nos falam do seu sofrimento em ver arrogância dos homens e de suas religiões que acabam se distanciando de Deus, pela pretensão do homem  de querer se igualar a Deus, impondo a "sua" verdade.
As religiões ou os credos em geral, ainda existem por necessidade de nossos espíritos que se diferenciam na escala evolutiva, encontrando dentro de cada uma delas (religião) a melhor adaptação de "religar-se" ao Criador.
O que fica desvalorizado aos olhos da Espiritualidade Superior é o combate que se trava entre os homens por questões religiosas, como se vivessem em eterna disputa, chegando ao absurdo das ditas "guerras santas".
Por enquanto a humanidade percorre vários caminhos em busca dessa verdade, mas chegará o dia em que o Universalismo será pleno, então haverá um só rebanho para um só pastor. E, como acontece no mundo espiritual, formaremos uma única corrente de trabalho, auxiliando a quem necessita, mostrando a necessidade caridade. Fora isso, tudo o mais fica por conta de nosso Ego.
É comum em sessões mediúnicas queridos amigos espirituais nos falarem que lá nos planos sutis, aonde nós muitas vezes vamos quando dormimos, mas ao acordar não  lembramos, existe uma grande família espiritual a nos esperar, velar e torcer por nós.
Dizem esses espíritos que nós devemos quebrar a barreira vibracional com sentimentos e pensamentos elevados, levando nossos corações até eles.
Devemos matar a saudade espiritual que existe dentro do nosso peito, deixar a intuição fluir. A espiritualidade nos fala que os protetores espirituais não são deuses nem mestres intocáveis que devemos reverenciar, mas sim, são amigos de jornadas, que em alguns casos nos conhecem de outras existências.
É importante chamá-los, recebê-los, conversar com eles, pedir ajuda, mas também sorrir e brincar juntos. Eles estão nos esperando, esperando que peçamos sua ajuda. Porém, dizem eles, que nós não os ouvimos, preferimos gastar nosso tempo com coisa supérfluas, que nada acrescentam, que na maioria as vezes só traz sofrimentos e dores.
É Muito fácil ter esses amigos ao nosso lado, haja vista, que o contato com o mundo espiritual não se dá apenas através da mediunidade, mas também através dos nossos pensamentos, ações, vibrações e sintonias. Até porque, a Mediunidade mesmo sendo coisa importante e séria, mas não diviniza nem inferioriza ninguém. Nós sabemos disso.
Nós devemos trabalhar em parceria com os amigos do mundo espiritual para o bem de todos, apenas isso.
No entanto, complicamos muito as coisas. Na verdade tudo é muito simples. Os amigos espirituais nos chamam a atenção lembrando-nos que devemos parar de julgar as manifestações ou as experiências do outro no que diz respeito a sua conduta ou  às suas crenças.
Podemos até não concordar , mas caso para ele faça sentido, deixe. É dele! Isso lembra muito a postura daquele que não consegue fazer melhor e por isso mesmo vive a criticar e apontar o defeito dos outros.
Esse contato com o mundo espiritual, quer seja pela sintonia, pelas vibrações, pela oração ou pela mediunidade  são de foro íntimo, cada um busca a sua maneira.
 E cada um fique feliz com a sua maneira de ser! A  dedicação e o estudo ajudam muito nesse sentido. Porque o que realmente conta é o nosso dia-a-dia, como pessoa comum, passando pelo crivo do grande mestre que é a vida. Não adianta nada estudar muito e praticar pouco, principalmente em relação à humildade, tolerância, ao perdão e o amor.
Fazer caridade é muito bom, ou melhor, é necessário. Se além da caridade em si, essa caridade nos esclareça o seu real sentido, melhor ainda. Tem gente que acha que doando uma cesta básica de Natal, ao desencarnar será "salvo". Outros ainda se acham muito especiais e caridosos, verdadeiros missionários.
 Não devemos cair nessa bobagem. Saibamos que, em verdade, ao auxiliar os outros estamos ajudando a nós próprios. E quando fizer a caridade, também não apenas dê o peixe, ensine as pessoas a pescarem.
Podería-se dizer que existe dois tipos de caridade: A caridade de consolação, que ergue a pessoa e, a caridade do esclarecimento, que é aquela que depois que outro já está de pé, vai ensiná - lo a andar. Devemos pensar nisso.
Fazer Caridade sempre que surgir a oportunidade de auxiliar o irmão.  Esclarecendo que todos podem fazer a sua aura brilhar e contagiando as pessoas com alegria e vontade de viver.
Outro chamamento dos amigos espirituais diz respeito ao trabalho em grupo, que é coisa séria, onde deve haver amizade, alegria, união, sem no entanto, transformá-lo reunião social. Os espíritos escutam os nossos pensamentos e não estão nada interessados em nossas preferências físicas,nem em nossas preferências dentro do grupo, nem dão importância a isso.
Tão pouco são cúmplices das fofocas, guerras de vaidade e ciúmes que existem dentro do mesmo. Um trabalho em grupo é uma benção e oportunidade única de evolução, tanto de encarnados como desencarnados.
Devemos aproveitar bem, pois, Existe um montão de mestres esperando por nós no mundo espiritual, mas muitas vezes eles não conseguem nos amparar, porque nós não paramos de pensar em coisas que não acrescentam nada, ou como a vida é difícil e injusta com conosco
Lembrando do ditado: “Vela acesa só tem valor se o coração estiver aceso antes”. Caso contrário, perde seu valor.
Os amigos desencarnados nos pedem que não sejamos espiritualistas pela metade. Durante o dia ficamos pensando em espiritualidade, mas ao dormir, que é a grande hora onde o espírito se liberta do corpo físico,não pensamos em nada, estamos cansados, ficamos com preguiça e logo nossas mentes são invadidas por um monte de coisas, adormecendo na mais perfeita desordem.
No mínimo oremos ao deitar-se. Agradeçamos o dia, coloquemo-nos à disposição do aprendizado, lembremos dos amigos do mundo espiritual que estão nos oferecendo ajuda, aproveitemos as horas de sono.Elas são chaves de acesso ao crescimento espiritual.
Somos lembrados constantemente pela espiritualidade para deixarmos de lado o preconceito, que pode ser resumido em apenas uma palavra: ignorância!
A ignorância é que faz com que nós criemos paredes e preconceitos em todos os sentidos. Devemos entender que todos os caminhos levam a Deus, mas muitos acham que seu caminho é melhor do que dos outros, não é mesmo?
Dizem os espíritos: Do lado de cá nós adoramos música.  Ela rejuvenesce a alma, acorda o coração e desperta a intuição. Dizem que devemos aproveitar as músicas de qualidade. Elas são ótimas e verdadeiro brilho e alimento para o espírito. Devemos escutar também a música que os espíritos superiores cantam secretamente dentro do coração de cada um de nós.
É a música da Criação, ela está em todos, mas só pode ser escutada quando a mente silencia e o coração brilha. Os espíritos nos pedem para pensarmos também na natureza através da música suave, nos direcionando no mentalmente a um desses sítios sagrados, verdadeiros altares vivos do amor de Deus.
Dizem que pensemos na força curativa das matas, na força amorosa e pacificadora das cachoeiras, da limpeza energética que o mar traz ao espírito. Isso traz sintonia, reciclagem energética e boa disposição. Façam isso por vocês e fiquem bem, nos pedem nossos amigos espirituais.
Por fim, nos pedem para nos dedicarmos mais ao autoconhecimento. Ele é muito importante. E um dia, mesmo que isso demore milênios, nós nos conheceremos tanto que realmente descobriremos nossa natureza divina.
Nesse dia, as cortinas da ilusão se abrirão nós veremos o universo a nossa frente.
Não existirá mais céu nem mundo material. Nem eu nem você. Apenas Ele...Pai e Mãe dentro de nós mesmos!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A necessiade da dor



Por - Gilberto L. Tomasi

 A idéia que fazemos da felicidade, da alegria e da dor, varia ao infinito, dependendo da evolução de cada um de nós.
 Tudo o que vive neste mundo, a natureza, os animais, o homem, sofre, e todavia, o amor é a lei do universo e foi por amor que Deus criou os seres.     Temos aí uma contradição aparentemente  horrível, um problema angustioso, que nos perturba e nos leva ao pessimismo.
O animal luta ardentemente pela vida, a humanidade em sua história não é mais do que uma lista de mártires com seus tormentos, ou seja, a dor segue os nossos passos. Diante disto o homem se faz a eterna pergunta: Porque existe a dor? Seria uma punição? Uma expiação como dizem alguns? Seria a reparação do passado, o resgate de faltas cometidas?
 Leon Dennis, diz que a dor fundamentalmente considerada é uma lei de equilíbrio e educação. Sem dúvida que as falhas do passado recaem sobre nós e determinam as condições de nosso destino. O sofrimento então seria em algumas vezes a repercussão de erros cometidos e como tal deve ser considerado como agente de desenvolvimento, e que todos os seres tem de passar por ele. Todos tem que sentir dor.
Outra dúvida é saber o que faz vibrar mais profundamente o espírito humano, a dor física ou a dor moral? Segundo o espírito Emannuel, podemos classificar o sofrimento do espírito como a dor realidade e a dor física de qualquer natureza como a dor ilusão. A dor física desperta para seus deveres, seja como expiação, como consequência de alguns abusos humanos ou como advertência da natureza material ao dono de um organismo.
Portanto toda dor física é um fenômeno, enquanto a dor moral é essência (o que constitui o ser e a natureza das coisas)
Resumindo: A dor física produz sensações. A dor moral produz sentimentos.
Daí a razão porque a dor física vem e passa, ainda que se faça acompanhar das transições de morte dos órgãos materiais, enquanto que só a dor espiritual (moral) é bastante grande e profunda para promover o luminoso trabalho do aperfeiçoamento e da redenção.
A dor e o prazer são duas formas extremas de sensação. Para suprimir uma ou outra seria preciso suprimir também a sensibilidade. Ambas, em princípio são inseparáveis e necessárias para a educação do ser, que na sua evolução deve experimentar todas as formas tanto de prazer como de dor.
É muito difícil fazer os homens entenderem que o sofrimento é bom. Não existe bem sem dor, ascensão sem suores e esforços. A lei da prova é uma das maiores instituições universais para a distribuição dos benefícios divinos, pois que precisamos compreender e aceitar todas as dores com nobreza de sentimentos.
Uma das maneiras de combater a dor é a prece, que deve ser cultivada no íntimo de cada um como uma luz que se acende para o caminho tenebroso ou então mantida no coração como um alimento indispensável, porque a oração sincera constitui um fator de resistência moral diante das provações mais  escabrosas, rudes e doloridas.
A tendência geral consiste em fecharmo-nos no estreito círculo do nosso individualismo, do cada um por si, só que agindo desta forma o homem sofre, abate-se, sente dor, e reduz a estreito limites tudo quanto nele é grande, ao passo que o homem deveria estar destinado ao desenvolver-se, estender-se, dilatar-se a desferir vôo, ou seja, o pensamento, a consciência, numa só palavra, toda a sua alma.
Os gozos, os prazeres e a ociosidade estéril não fazem mais do que apertar esses limites, acanhar nossa vida e nosso coração. E é justamente para quebrar esse círculo, para que todas as virtudes ocultas se expandam à luz  que é necessário a dor. A desgraça e as provações fazem jorrar em nós as fontes de uma vida desconhecida e mais bela, pois sabemos que só aprendemos e crescemos pelo amor ou pela dor. É necessário pois, sofrer para adquirir e conquistar.
A dor física, dor enfermidade, faz com que a medicina caminhe em todas as direções em busca de socorro que lhe possibilite debelar os males, mas Deus não permite que os empreendimentos da medicina que vise o alívio dos que sofrem, interferira no carma individual, que muitas vezes é uma opção do próprio espírito.
Tanto a dor evolução (pena imposta ao malfeitor que comete algum crime de qualquer ordem), como a dor provação (luta que ensina aos espíritos rebeldes a estrada da edificação espiritual), tem o mesmo objetivo: Melhorar as condições do espírito, sem o que não há felicidade.
O espírito Victor Hugo, nos diz, que quando conseguirmos aprender a suprimir a dor, conseguiremos ao mesmo tempo o que é mais digno de admiração neste mundo, isto é, a coragem de suportá-la.

Consultas: Luz Viva (D P Franco – Joana de Angelis e Marco Prisco) – O Livro da Esperança ( Chico Xavier , Emannuel) – O Problema do Ser do Destino e da Dor (Léon Dennis)  - O Consolador (Chico Xavier, Emannuel) – Estude e Viva (Chico Xavier, Waldo Pereira,Emannuel,André Luiz) – Alguns Ângulos dos Ensinos do Mestre (João N Maia, Miramez) A Luz e a Dor Salvarão o Mundo (José Fuzeira) – Dor Suprema (Zilda Gama,  Victor Hugo)

sábado, 30 de julho de 2011

O silêncio interior na reunião mediúnica

Parte da palestra de Raul Teixeira em que ele fala sobre a importância de silenciar a mente durante a reunião mediúnica. São apenas 4 min.

 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Caridade ou Bondade?


Por - Gilberto Luis Tomasi

O que significa caridade? Seria darmos esmolas, levarmos comida aos necessitados, comprarmos uma rifa beneficente, ajudar financeiramente a quem precisa? Fazer isso nos daria a consciência tranquila do dever cumprido como cristãos? Não, isso não é caridade, isso é bondade. Ainda confundimos caridade com bondade. Mesmo a bondade sendo importante, ela não traduz o real significado da ajuda, haja vista, que pode ser algo passageiro e momentâneo. Já, a caridade, se traduz em entrega total, desprendimento e, principalmente em renúncia.
Paulo mostrava aos cristãos de Corinto que a caridade é algo muito mais profundo e importante do que apenas dar o que nos sobra aos necessitados. Embora isso também seja um ato caritativo, não resume a grandiosidade desta virtude.  Vejamos as afirmativas de Paulo:
ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine”
Essas palavras de Paulo é um alerta a todos os que são divulgadores pela palavra, sejam, espíritas, católicos, evangélicos ou qualquer outro pregador que trate dos assuntos divinos. De nada adianta ser belo nas palavras e pobre nas ações. O exemplo de mudanças íntimas, de lutas constantes contra as imperfeições, deve fazer parte da vida dos que se dedicam a divulgar a mensagem do Cristo. Conheceremos se a árvore é boa pelos frutos, alertou Jesus. Caso contrário, a palavra será como o sino que tine, ou seja, fará muito barulho e chamará a atenção, mas não modificará os corações e inteligências a que se direciona.
“ e ainda que tivesse o dom de profecia,e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência e ainda que tivesse toda a fé de maneira tal que transportasse os montes e não tivesse caridade,nada seria”.
A fé também não é sinônimo de caridade, pois sem obras e ações é uma fé morta. (Tiago) Lembrando, que por mais que tivermos Deus e em nossas próprias forças nada seremos se não tivermos a caridade.
Paulo chama a atenção dos religiosos em geral, pois, muitos de nós acreditamos que a crença inabalável é porta aberta para a ajuda do alto, porém, se não nos ajudarmos, praticando aquilo em que cremos através do bom exemplo, qual a vantagem de possuir fé?
“E ainda que distribuisse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria”.
Dar esmolas e acabar com a necessidade material do próximo é muito importante. Mas é preciso alertar ás pessoas que tudo depende da intenção. Se fizermos a doação material com o objetivo de aparecermos aos outros, ou então para aliviarmos nossa consciência, estaremos nos enganando. Além disso, corremos o risco de ajudar ao necessitado, e humilhá-lo ao mesmo tempo, com um ar de superioridade que o deixará ferido.
A doação desinteressada deve nascer da compreensão da lei de Deus, nos tornando irmãos daqueles a quem ajudamos e tendo como único fim o amparo e alívio do sofredor.
Ainda neste trecho, Paulo nos ensina que nada adianta nos auto-flagelarmos, com o objetivo de mostrar para quem nos vê que somos crentes de Deus. Mais importante que castigar o corpo, com provações e sofrimentos, é sufocar as más tendências, verdadeiras mães de nossas desgraças.
 “ a caridade é sofredora, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade”.
Num mundo onde  o que vale mais é a satisfação pessoal, mesmo em detrimento da paz do próximo, a caridade busca decência e fraternidade. De que adianta levarmos vantagem em tudo se alguém está sofrendo com isso? Com certeza, esta dor do próximo será revertida em desespero, rancor, violência, que mais cedo ou mais tarde, acabará voltando-se contra nós mesmos, nossos filhos ou amigos.
Irritar-se é a melhor forma de perdermos a razão, por isso a paciência e a sensatez fazem parte da caridade, levando o homem a pensar antes de agir. Pois, só assim a justiça irá se fazer mais presente em nossa sociedade, libertando os seres das mentiras e intrigas que envolvem interesses pessoais. É a verdade prevalecendo, e só ela pode nos libertar da ignorância, disse Jesus.
“tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”
Tudo tem a sua hora. Saber esperar é próprio da caridade. Quando o ser amplia a sua visão além da vida material, vê no horizonte a luz necessária para manter-se animado e vivo.Devemos buscar na sabedoria cristã o esclarecimento para nossas dúvidas, deixando de lado o desespero.É o caminho do equilíbrio proporcionado pela caridade.
“agora,pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade. Mas a maior destas é a caridade.
Paulo nos mostra que caridade é  a reforma íntima, humildade, obras, exemplo, doação desinteressada, resignação, bondade , perdão, prudência, decência, tranquilidade, sabedoria, justiça, amor ao próximo e a si mesmo.Ou seja, um conjunto de atributos morais e intelectuais, que fará do espírito ser dono de seu próprio destino.“Todos os deveres do homem se encontram na máxima: fora da caridade não há salvação.”
Diferente das outras religiões que colocam como essencial para a salvação a frequencia exclusiva em seus templos, a Doutrina espírita mostra que o que interessa é a prática da caridade, seja feita em que religião for.Jesus nunca disse que esta ou aquela doutrina deveria ser seguida. Mas sim, resumiu a lei e os profetas em: amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a si mesmo. Este é o lema do espiritsmo.
Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações.(Kardec)
Nem Paulo, nem Jesus e muito menos a doutrina espírita quer que sejamos santos. Os espíritos superiores sabem de nossas limitações e os ensinamentos cristãos são exatamente para nos ajudar a superá-los. O que espera do verdadeiro espírita, ou cristão, que têm o mesmo sentido, é o esforço constante em analisar-se moralmente. E, sempre se perceber fora dos atributos que constituem a caridade, que erga a cabeça, recomece novamente o caminho, sem desesperos, mas a passos firmes e corajosos.