domingo, 13 de março de 2011

XIII - Conferência estadual espírita



Abaixo a programação dos eventos relativos à XIII Conferencia Estadual Espírita e às Conferências no Interior:

Data
HorÁrio
Expositor Atividade
18/03/2011 6ª feira 20h00 Musical
(Plinio Oliveira)
Concerto de boas vindas com Plinio Oliveira e
orquestra
18/03/2011 6ª feira 20h30 Divaldo P Franco Conferência - Mediunidade com Jesus
19/03/2011 sábado 9h 10h30 Suely Caldas Schubert Seminário - Obsessão, Terapêutica e Prevenção com Jesus
19/03/2011 sábado 10h30 11h Intervalo
19/03/2011 sábado 11h 12h00 Alberto Almeida Conferência - Mediunidade nas Relações Interpessoais
19/03/2011 sábado 12h00 14h00 Almoço
19/03/2011 sábado 14h00 15h00 Haroldo Dutra Dias Conferência - Mediunidade nos Evangelhos
19/03/2011 sábado 15h00 15h30 Intervalo
19/03/2011 sábado 15h30 16h30 Sandra Borba Conferência - Mediunidade na Perspectiva da Educação
19/03/2011 sábado 16h30 17h Intervalo
19/03/2011 sábado 17h 18h30 Divaldo P Franco Seminário - Transtornos Mediúnicos
19/03/2011 sábado 18h30 20h30 Jantar
19/03/2011 sábado 19h00 20h00 Musical
(Plinio Oliveira)
Homenagem Musical à Divaldo Franco
19/03/2011 sábado 20h30 Raul Teixeira Conferência - Espiritismo e Mediunidade
20/03/2011 domingo 8h45 9h45 Sandra Borba Conferência - Fenômeno Mediúnico Através dos Tempos
20/03/2011 domingo 9h45 10h05 Intervalo
20/03/2011 domingo 10h05 11h05 Alberto Almeida Conferência - Mediunidade e Saúde
20/03/2011 domingo 11h05 12h05 Haroldo Dutra Dias Conferência - Mediunidade na Obra de Emmanuel
20/03/2011 domingo 12h05 13h35 Almoço
20/03/2011 domingo 13h35 15h05 Raul Teixeira Seminário - Perigos e Inconvenientes da Mediunidade
20/03/2011 domingo 15h05 16h30 Todos Painel - Conclusão dos Temas




CONFERÊNCIAS NO INTERIOR

 
DIVALDO PEREIRA FRANCO


Dia da semana Data Cidade
Quinta-Feira 17/03/2011 Ponta Grossa


RAUL TEIXEIRA

DIA DA SEMANA DATA CIDADE
SEGUNDA-FEIRA 14/03/2011 Foz do Iguaçu
TERÇA-FEIRA 15/03/2011 Cascavel
QUARTA-FEIRA 16/03/2011 Ivaiporã
QUINTA-feira 17/03/2011 Mandaguari



SANDRA BORBA

DIA DA SEMANA DATA CIDADE
QUARTA-FEIRA 16/03/2011 Santo Antonio
QUINTA-FEIRA 17/03/2011 Londrina




SUELY CALDAS SCHUBERT

DIA DA SEMANA DATA CIDADE
SEGUNDA-FEIRA 14/03/2011 Cornélio Procópio
TERÇA-FEIRA 15/03/2011 Apucarana
QUARTA-FEIRA 16/03/2011 Guarapuava
Em virtude do bloqueio das estradas que dão acesso ao litoral do
Paraná, o seminário de Suely Caldas Shubert, que seria realizado em
Paranaguá no dia 17/03/2011, foi transferido para Campo Largo, e
será realizado na Casa Espírita João Ghignone, no seguinte
endereço:

CASA ESPÍRITA JOÃO GHIGNONE

Travessa Emingo Angelo, 390 - Centro - Campo Largo/PR

Ao lado da Creche Mariinha

Data: 17/03/2011

Horário: 20:00 horas

Acesse o site da URE/MO para visualizar o mapa de acesso através do
link: http://uremetropolitanaoeste.blogspot.com/

Qualquer dúvida, estamos à disposição no telefone 3223-6174.

Contamos com a presença de todos

Abraços e votos de muita paz

Francisco Ferraz Batista

Presidente


De que precisa o espiritismo



Nos centros doutrinários: de amigos do bem e da verdade, que saibam exemplificar a compreensão e a boa vontade para o soerguimento de todos, através da elevação de si próprios.
Na ciência: de investigadores e estudiosos, que unam o raciocínio e o sentimento, elevando o coração ao nível da inteligência.
Na política: de legisladores e administradores dignos, que não menosprezem o sacrifício pessoal, habilitados a criar mais altos padrões de caráter para a mente do povo.
Na imprensa: de jornalistas humanos, construtores do bem e adversários do escândalo, livres da influência financeira, a serviço do bem geral.
No magistério: de professores devotados, que possam plasmar a alma da infância e da juventude nas linhas eternas do ideal superior.
Nos lares: de pais e mães consagrados à missão que esposaram, de filhos e irmãos que se auxiliem, reciprocamente, no testemunho leal da comunhão fraterna.
Nas organizações de trabalho: de cooperadores que se honrem no cumprimento do dever, dedicados ao progresso e ao aperfeiçoamento, para a justa exaltação da dignidade do serviço.
No campo: de colaboradores da Natureza, de amigos sinceros do solo, das plantas e dos animais, que, semeando e ajudando alegremente, se façam intérpretes dos propósitos divinos.
Na arte: de trabalhadores fiéis da bondade e da beleza, que auxiliem o pensamento a escalar os mais altos cimos da vida.
Na mediunidade: na pregação, na propaganda, de corações corajosos e confiantes, conscientes de suas responsabilidades e fiéis aos seus compromissos com o Infinito Bem, que se expressem com os atos, acima das palavras, plenamente integrados na execução das boas obras, a fim de que o Reino do Senhor se estabeleça, em definitivo, na Terra, assegurando a felicidade dos homens para sempre.
ANDRÉ LUIZ

Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Mandato de amor – Edição U.E.M.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Centros de força - CHAKRAS


Joilson José Gonçalves Mendes

“O obsessor dominava-o, quase completamente, acoplando-se aos centros de forças com toda a pujança do desejo irrefreável. [...] A única medida apaziguadora e oportuna será um ligeiro sono. [...] e aplicou-lhe energias relaxadoras [...] Dirigidas aos centros cerebral e solar, acalmaram-lhe a mente e as emoções inferiores [...].” (Loucura e obsessão.)
Geralmente encontramos referências nas obras espíritas, como no exemplo acima, da atuação dos espíritos obsessores sobre os centros de forças, também conhecidos como Chakras. Embora não seja uma prática regular nas casas espíritas, esta terapêutica é aplicada pelos mentores espirituais, em  espíritos desencarnados ou pessoas que procuram os centros espíritas em busca de ajuda.
A palavra Chakra é originária do sânscrito e significa roda, André Luiz utiliza o termo centros vitais, pois estão ligados aos órgãos do corpo fisco, interferindo em seu funcionamento e conseqüentemente em nossa saúde, são responsáveis, ainda, pelo intercâmbio com o plano espiritual na troca de energias e na comunicação mediúnica.
Procurando explicar sob o enfoque espírita, foi que, Jorge Andréa, no livro Forças Sexuais da Alma, disse que “vários estudos tem mostrado a existência, no perispírito, de discos energéticos (Chakras), como verdadeiros controladores das correntes de energias centrífugas (do espírito para a matéria) ou centrípetas (da matéria para o espírito) que aí se instalam como manifestações da própria vida. Esses discos energéticos comandariam, com as suas ‘superfunções’, as diversas zonas nervosas e, de modo particular, o sistema neuro-vegetativo, convidando, através dos genes e código genético, ao trabalho ajustado e bem organizado da arquitetura neuro-endócrina”.
Na vasta literatura sobre o assunto, sendo a maioria de origem não espírita, encontramos referências de que possuímos centenas destes centros de força espalhados pelo corpo e que os centros de força principais são em número de sete; é sobre estes sete centros energéticos, de que iremos falar.
O primeiro deles é o centro coronário – localizado no topo da cabeça, de cor branco/violeta, ligado à glândula pineal tem como função: sediar a consciência do espírito, nos liga com o plano espiritual, supervisiona outros centros vitais e também é um assimilador das energias solares.
“...transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias, e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta.”. (3)
O segundo é o centro frontal – está no centro da testa, de cor anil, atua na glândula pituitária, é o centro do raciocínio e da visão, ordena os processos da inteligência, como a palavra, cultura, arte e o saber é responsável pela vidência, intuição, glândulas endócrinas e sistema nervoso.
O terceiro chamado laríngeo localiza-se na garganta, de cor azul, está ligado à glândula tireóide. Responsável pela saúde da área fonética - auditiva e vias respiratórias, bem como pelo funcionamento da tireóide e estabilizar a voz após a puberdade.
O chakra cardíaco está localizado na região do coração, sua cor é verde e é responsável pelo equilíbrio e controle da emotividade e dos sentimentos.
Localizado na região do estômago está o centro gástrico, na cor amarela, regula a entrada de energia vital, a distribuição e circulação do volume sanguíneo e muitas vezes é por meio deste centro de força que temos as energias sugadas pelos obsessores.
Quatro dedos abaixo umbigo temos o chakra sacro na cor alaranjada, ligado às glândulas sexuais é responsável pela assimilação e metabolização dos alimentos densos, quando desenvolvido aumenta a percepção das sensações alheias (telepatia).
Por fim temos o chakra básico com a cor vermelha e está ligado às glândulas supra-renais. Este centro vital é que coordena as atividades dos órgãos de reprodução e emoções sexuais, atua diretamente na coluna vertebral, no sistema nervoso central e periférico, no aparelho urinário e reprodutor e também é responsável pela sublimação da energia sexual.
A Dr Valorie Hunt e outros pesquisadores da Universidade da Califórnia – UCLA, bem como o Dr Hiroshi Motoyama, realizaram várias pesquisas com aparelhos e obtiveram os seguintes resultados: os chakras traziam as cores indicadas na literatura metafísica; a atividade de certos chakras desencadeava um aumento na atividade de outro e o chakra do coração sempre era o mais ativo.
Manter os centros vitais em equilíbrio é fundamental para a nossa saúde e desenvolvimento espiritual, nossos pensamentos contribuem de maneira preponderante para este equilíbrio, como explica o espírito Áureo na transcrição abaixo:
“...tanto ou mais do que os prejuízos causados pelos excessos e acidentes físicos, muitas vezes de caráter transitório, as ondas mentais tumultuárias, se insistentemente repetidas, podem provocar lesões de longo curso, a repercutirem, no tempo, até por várias reencarnações recuperadoras.”
Reorganizar os centros de força, portanto, é reformar-se moralmente, agindo de maneira cristã em todos os momentos da vida.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS

1. Revista Cristã de Espiritismo – ano 3 nº 18 – Out / Nov 2002 – Chacras por EDVALDO KULCHESKI
2. MELO, Jacob. O passe. Seu estudo, suas técnicas, sua prática. 5ª ed. FEB. Brasília-DF, 1993.
3. XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Valdo. Evolução em dois mundos. 14º ed. FEB. Brasília-DF, 1995.
4. SAN`ANNA, Hernani T. Universo e Vida. Pelo espírito Áureo. FEB. Rio de Janeiro-RJ;
5. BRENNAN, Bárbara Ann. Mãos de Luz. Um guia para a cura através do Campo de Henergia Humana. Pensamento. São Paulo-SP; 1993
6. MOTOYAMA, Hiroshi. Teoria dos Chakras. Ponte para a Consciência Superior. Pensamento. São Paulo-SP, 1994.

sábado, 5 de março de 2011

O livro dos espíritos em áudio - Parte 1




O LIVRO DOS ESPÍRITOS EM ÁUDIO - Parte I contém as primeiras 13 questões do livro básico da Doutrina Espírita. Ouçam são apenas 9 min.



terça-feira, 1 de março de 2011

O PASSE - SUA TÉCNICA, SEUS BENEFÍCIOS


Joilson José Gonçalves Mendes



“E toda multidão procurava tocar-lhe, porque saia dele uma virtude que os curava a todos”. (Lucas, 6:19)


Muitas pessoas procuram a casa espírita em busca de um consolo espiritual e dentre os recursos utilizados temos o passe também conhecido como fluidoterapia. A fluidoterapia não é privilégio dos espíritas, muitas filosofias religiosas utilizam-na como ferramenta para alívio das aflições daqueles que as procuram, contudo com terminologia diferenciada. Empregada desde os primórdios da humanidade, tem sua expressão maior na pessoa de Jesus que muitas curas realizou pela imposição das mãos e deixou-nos este legado como explica a citação do evangelista “...imporão as mãos nos enfermos e estes sararão”. (Marcos, 16:18).
Segundo Divaldo Franco “O passe é, antes de tudo, uma transfusão de amor” por sua vez o espírito Emmanuel conceitua como “... uma transfusão de energias psíquicas...”. Esta transfusão de energias ocorre por meio da vontade e manipulação do fluido cósmico ou fluido universal como preferem alguns autores, que nas palavras de André Luiz (espírito) “O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres como peixes no oceano.” O fluido canalizado pelo passista é transferido, pela imposição das mãos, sobre o centro de força (Chakra) coronário do paciente e assim distribuido para os demais centros energéticos, promovendo o equilíbrio necessário ao seu bem-estar.

Quanto à ação magnética temos três maneiras de transmissão: a) Passe magnético; b) Passe espiritual e c) Passe misto. Encontramos em A Gênese as seguintes definições: “1ª pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e, sobretudo, à qualidade do fluido; 2ª pelo fluido dos Espíritos, atuando diretamente e sem intermediário sobre um encarnado, seja para o curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está na razão direta das qualidades do Espírito; e 3ª pelos fluidos que os Espíritos derramam sobre o magnetizador, que serve de veículo para esse derramamento. É o magnetismo misto, semi-espiritual, ou, se o preferirem, humano-espiritual. Combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qualidades de que ele carece. Em tais circunstâncias, o concurso dos Espíritos é amiúde espontâneo, porém, as mais das vezes provocado por um apelo do magnetizador”.
O passe é recurso que deve ser aplicado tão somente nas casas espíritas por contar com local adequado, preparado espiritualmente pelos mentores espirituais da casa e por pessoas responsáveis que sabem da importância de estarem preparadas, física e espiritualmente, para a prática deste ato de amor. Só deve ser realizado fora da casa espírita em casos de extrema urgência em que a pessoa necessitada encontre-se acamada ou em leito hospitalar, ainda assim, deve-se constituir uma equipe para a realização desta tarefa. A prática do passe em domicilio fica restrita somente aos familiares - pai, mãe, filhos e o casal. Quando alguém solicitar que lhe aplique um passe, devemos convidá-la a procurar a casa espírita.
Os efeitos do passe variam de acordo com a necessidade e mérito do paciente, bem como do preparo do passista. Há pessoas que sentem uma leve melhora em seu estado físico e mental, é o mais comum, e outras que conseguem a cura completa de uma enfermidade, estes casos são mais raros, pois necessita da existência de um médium com habilidade específica de cura. Outras pessoas nada sentem, muitas vezes devido ao estado de desequilíbrio em que se encontram.
Podemos compreender os benefícios do passe pela seguinte analogia: Somos como um copo de água suja, cheia de impurezas e com um conta-gotas vamos colocando água limpa, com o passar do tempo a água suja começa a transbordar do copo, ficando somente a água limpa.
Contudo reflitamos sobre nossa reforma íntima se estamos deixando para um segundo plano ou se queremos realmente nos curar. Sabemos que as enfermidades encontram-se no espírito e é este que necessita da cura moral, pois como comenta o espírito Emmanuel “Não nos interessa apenas a regeneração do veículo em que nos expressamos, mas, acima de tudo, o corretivo espiritual”. (Pão Nosso – Item 44)
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A gênese – FEB, 2005 - Cap 14 item 33
O passe – FEB, 1993
Pão nosso II – FEB, 2000 – Item 44
Evolução em dois mundos – FEB, 1995

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Medo da morte


 Joilson José Gonçalves Mendes


Praticamente todos os seres humanos, possuem um medo que segundo Kay Gilley no livro “A alquimia do medo” é o pior de todos os medos, o medo da morte. Mesmo aqueles que acreditam na vida após a morte, que professam uma crença religiosa em que a pluralidade da existência é senso comum, afirmam ter medo da hora derradeira, o momento em que teremos que fazer a nossa passagem, medo de morrer.
Então questionamos: Qual a origem deste medo? Porque pessoas estudiosas dos assuntos espirituais tremem ao saberem que a sua hora está chegando? O que devemos fazer para eliminarmos ou pelo menos minimizarmos este medo? O medo estaria ligado ao como morrer ou a o que virá após o desencarne?
Joana de Angelis afirma que “...o medo da morte, que é herança ancestral, assim como resultado das crenças religiosas e superstições que elaboraram um Deus vingador e punitivo, ou do materialismo que reduz a vida após a disjunção celular ao nada, o fenômeno natural da desencarnação se apresenta como tragédia, ou constitui um término infeliz para a existência humana, que sofre a dolorosa punição de ser extinguida.” Desta forma passamos a compreender um pouco mais sobre este medo visto que somos espíritos milenares que já vivenciamos vários personagens no palco terreno e nem sempre fomos espíritas ou reencarnacionistas.
Nas fases primitivas da existência devido à ignorância, seja nossa ou daqueles que nos impingiram certos conceitos, fomos condicionandos a vários tipos de medo e o medo da morte talvez tenha sido o mais condicionado. Já acreditamos em um “céu” feito apenas para os “puros” e um “inferno” para os “maus”. Citamos como exemplo o caso do Bandeirante – Anhanguera - que colocou fogo no álcool, dizendo para os índios que queimaria os rios. E isto aconteceu aproximadamente há quinhentos anos. Hoje sabemos o que é o álcool e não ficamos aterrorizados com uma situação desta, assim será quando realmente compreendermos sobre o processo do desencarne e a importância das várias existências para a evolução espiritual de cada um.
Segundo Kay Gilley “Apenas expressando em palavras os nossos medos profundos recuperamos o poder para transformar nosso relacionamento com eles de negação para força interior.” Podemos então, em um momento de medo nos perguntarmos: Do que estou com medo? O que este medo pode me ensinar para que eu possa ir ao seu encontro? Afirma, ainda que, “Quando temos medo e o evitamos através da negação, nós nos dividimos, sentimo-nos menos plenos. Quando temos medo, mas o admitimos e aprendemos o que temos que fazer para encará-lo e superá-lo, nós nos tornamos mais plenos.”
Encarar o medo da morte é praticar o que Jesus, nosso mestre maior, nos ensinou “BUSCA A VERDADE E A VERDADE TE LIBERTARÁ.” É enfrentar a verdade sobre nós mesmos, sobre a continuidade da vida e fortalecermos na fé, não a fé cega e sim uma fé raciocinada, uma fé baseada na experiência direta. Convém lembrarmos que “morremos” todos os dias quando nos deitamos para dormir após um dia de trabalho.
Para Richard Simonetti “O espírita, em face das informações amplas e precisas que recebe, certamente aportará com maior segurança no continente invisível, sem grandes problemas para identificar a nova situação, embora tais benefícios não lhe confiram o direito de ingresso em comunidades venturosas. Isso dependerá do que fez e não do que sabe.”
Sócrates ensinava seus discípulos dizendo: “É pois um fato, Símias, (...), que os verdadeiros filósofos se preparam para morrer e que eles são, de todos os homens, aqueles que menos medo têm da morte”. (Platão, Diálogos, Fédon)
Assim como Simonetti e Sócrates nas transcrições acima, devemos nos preparar para o momento da morte, uma vez que, sabemos ser a única certeza em nossa estada no plano terreno e que, um dia, retornaremos ao plano espiritual para um novo estágio de aprendizado. Como afirmam os espiritos, nossa condição no plano espiritual está diretamente subordinada às obras que fizermos ao bem que praticarmos, quanto mais vivenciarmos os ensinamentos do Cristo em nosso dia-a-dia melhor será nossa situação ao chegarmos no plano espiritual.

Bibliografia
-        O livro dos espíritos
-        Quem tem medo da morte? – Richard Simonetti
-        O Despertar do espírito – Joana de Angelis
-        Autodescobrimento - Joana de Angelis
-        A Alquimia do medo – Kay Gilley

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O desdobramento consciente no auxílio ao trabalho mediúnico



Joilson José Gonçalves Mendes

“Deus deixou abertas para os seus filhos internados no educandário da reencarnação terrena, não apenas janelas, mas portas imensas que lhes permitem o conhecimento da sua realidade de seres fadados à imortalidade...” (Camilo)
Na transcrição acima o espírito Camilo comenta sobre a mediunidade dada por Deus aos seus filhos para que possamos manter o intercâmbio com o plano espiritual. Este intercâmbio geralmente ocorre por meio da mediunidade de psicofonia (incorporação), clarividência, clariaudiência e psicografia que são os tipos mais conhecidos. Também temos a capacidade de ausentarmos do corpo físico, seja consciente ou inconscientemente conhecida como desdobramento, projeção astral, viagem astral, experiência fora do corpo.
Geralmente encontramos vários relatos nos romances sobre o desdobramento e como a espiritualidade atua em nosso favor, nos orientando e aconselhando. Pretendemos demonstrar, por meio de relatos transcritos, que a prática do desdobramento é algo comum e como o desdobramento consciente pode auxiliar o médium e a equipe no trabalho mediúnico.
No item 35 do livro Desafios da Mediunidade, encontramos a seguinte questão: O que é desdobramento? Temos como resposta - “É um estado de emancipação da alma, no qual há algo mais do que no sonho comum.”
Kardec, em A Gênese, Cap. XIV, It 23, comenta que: "Embora, durante a vida, o Espírito seja fixado ao corpo pelo perispírito, não é tão escravo, que não possa alongar sua corrente e se transportar ao longe, seja sobre a terra, seja sobre qualquer outro ponto do espaço”.
Aulus, conversando com André Luiz em Nos domínios da Mediunidade explica que: “Raros espíritos encarnados conseguem absoluto domínio de si próprios, em romagens de serviço edificante fora do carro de matéria densa.” Percebe-se, nas palavras de Aulus, um certo descontentamento com nós, espíritos encarnados, pois poderíamos auxiliá-los muito mais caso tivéssemos um domínio maior de nossa capacidade espiritual quando em desdobramento.
Por sua vez André Luiz em Mecanismos da mediunidade faz o seguinte comentário: “...considerável número de pessoas, principalmente as que se adestraram para esse fim, efetuam incursões nos planos do espírito, transformando-se, muitas vezes, em preciosos instrumentos dos benfeitores da espiritualidade...”
No item 37 do livro Desafios da Mediunidade, o espírito Camilo é questionado se podemos realizar o desdobramento voluntariamente, o que dá a seguinte resposta: “Sim. Desde que a pessoa desenvolva essa habilidade por meio de treinamento.”
No capítulo VIII de o Livro dos Espíritos em que Kardec aborda o assunto sobre a emancipação da alma, também esclarece que todas as noites saímos do corpo físico, por meio do sono, e vamos ao encontro das nossas afinidades. Todavia, nem sempre lembramos o que fizemos durante a noite enquanto o corpo físico estava descansando.
Joana de Angelis comentando sobre os vários tipos de terapia em Vida Desafios e Soluções é de parecer favorável que aprendamos a realizar o desdobramento consciente, pois assim teríamos a capacidade de verificarmos nos arquivos espirituais, e compreender melhor as dificuldades pelas quais passamos, procurando corrigirmo-nos e abreviar os sofrimentos. Transcrevemos as palavras de Joana sobre o assunto: “...proporíamos o desdobramento consciente da personalidade, isto é, do Espírito, nas suas viagens astrais, através das quais experimente sempre, quando lúcido, maior liberdade, assim podendo superar as seqüelas dos graves conflitos das reencarnações passadas, em depósito no inconsciente.”
Diante do acima exposto somos de parecer que ao aprender a realizar o desdobramento consciente o médium seria de grande valia para o trabalho mediúnico, uma vez que poderia relatar com clareza e precisão o que se passa no plano espiritual. Poderia, também, ir até determinados locais, sempre acompanhado dos benfeitores espirituais, no auxílio de resgate aos espíritos sofredores, pois sabemos que o espírito encarnado possui fluidos que favorecem certos tipos de trabalhos na espiritualidade.
Entretanto, Joana ensina que vivemos com nossa mente adormecida, o que dificulta a lucidez durante o desdobramento. Outro fator impeditivo é o medo, se desejas ser útil à espiritualidade deve vencer o medo. Para conseguir a plena consciência durante o desdobramento são necessários treinamento e disciplina, encontrar um tempo para a prática diária, preferencialmente que a pessoa fique deitada em seu quarto e realizar a seguinte técnica:
- Fazer uma oração solicitando apoio espiritual e explicar o motivo pelo qual irá realizar o desdobramento;
- Vencer a barreira do medo;
- Relaxar seu corpo 100% enquanto estiver acordado;
- Concentrar-se 100% no que está fazendo;
- Ter energia suficiente disponível;
- Forçar a separação do perispírito.
Esta prática poderá auxiliá-lo, contudo os resultados nem sempre acontecem com a rapidez que desejamos o que exige paciência, persistência e muita prudência.

BILBIOGRAFIA
-         Nos domínios da mediunidade – Chico Xavier – Esp A. Luiz
-         Mecanismos da Mediunidade – Chico Xavier – Esp A. Luiz
-         Desafios da Mediunidade – Raul Teixeira – Esp Camilo
-         Diálogo com as sombras – Hermínio C Miranda
-         O livro dos espíritos - A. Kardec – Livro II - Cap 8 Emancipação da alma
-         A Gênese - Allan Kardec - Cap. XIV, It 23
-         Vida, desafios e soluções – Divaldo P. Franco – Esp Joana
-         Dados de pesquisa em Parapsicologia