sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Valores Morais



Conteúdo de palestra apresentada no Centro Espírita - Comunhão Espírita Cristã de Curitiba 

Por - Gilberto L. Tomasi
 Uma das recomendações básicas da Doutrina Espírita, e ditadas pelos espíritos superiores, para que consigamos dar início a tão falada reforma íntima, que é uma das bandeiras do espiritismo é a necessidade de fazermos uma auto análise, uma introspecção e, dentro desse olhar interno, necessário é que possamos ver como anda a nossa escala de valores.
Como somos seres imortais, devemos procurar saber, se temos buscado valorizar o que realmente tem valor efetivo nessa nossa caminhada, ou se ainda temos dado importância somente as coisas efêmeras e fúteis que nada acrescentam. Será que temos ocupado nosso tempo com coisas úteis ao nosso progresso intelectual e moral ou temos somente ocupado o tempo com as coisas passageiras, na busca de satisfações imediatas.
Esses questionamentos devem ser uma constante em nossas vidas, ou, pelo menos na vida daqueles que realmente anseiam por melhores dias – futuro -.
Geralmente, alguns de nós dedicam muito tempo relembrando ou lamentando o passado. (lamentar é diferente de analisar) ou, ainda, pensando no futuro próximo nos esquecemos de viver o presente, o momento atual, o nosso hoje.
O passado deve somente nos servir de lição, de experiência, mas é passado e não pode ser modificado. O futuro, este sim, é construído agora, no momento atual, e não pode ser antecipado, pode ser programado.
Nós desconhecemos, ainda, que  carregamos em nossa intimidade todos os meios que precisamos para viver, e viver em plenitude, e não aceitar essa verdade, seria aceitar a existência de um deus cruel e tirano privilegiado uns poucos em detrimento da maioria,o que viria a contrariar um dos atributos de Deus, que é ser soberanamente bom e justo.
Se temos todos os meios de vivenciar e valorizar esses valores mais nobres, que nos levarão a sermos verdadeiros  homens de bem, tendo uma vida mais tranqüila, feliz e harmoniosa e  que estão adormecidos, em estado de letargia,fazendo com que tenhamos ainda uma vivência de angustia de dor, sofrimento e tristeza, infelicidade, pergunta-se : de onde vem essa sensação de impotência diante da vida ?
Se não encontramos ainda respostas claras e objetivas para esse questionamento, o simples fato de aceitarmos que possuímos condições de irmos em busca desses valores mais nobres, que não estão longe, pelo contrário, estão dentro de nós mesmos, já nos dá a certeza que depende somente de nós mesmos acharmos o caminho.
Leon Dennis – (Depois da Morte) Diz:  Cada qual sabe onde o, é mais fácil iniciar essa busca.
Algumas das raízes do nosso sofrimento, de ainda estarmos inertes diante de valores morais a desejar, é porque ignoramos essas infinitas possibilidades que trazemos por herança natural e,somente depositar nossas expectativas de crescimento, de evolução no mundo exterior, esperando  que tudo e todos satisfaçam nossos caprichos e necessidades,e aí não chegamos a lugar nenhum e nos tornamos infelizes.
Leon Dennis – (Depois da Morte ) - O espírito é criado para a felicidade, criado portanto para vivenciar valores mais elevados, mas para poder apreciar esses valores , para poder conhecer o seu justo valor,o homem deve conquistar esses valores por si próprio, só que para isso, o espírito deve desenvolver as potencialidades que estão guardadas em seu íntimo,mas como ainda não conseguimos desenvolver essas potencialidades  existentes em nós,projetamos os nossos valores no mundo material, ou seja: nos cartazes de propaganda, nos carros importados,nos rótulos,nas estampa,nas promessas românticas,nos títulos acadêmicos – (kardec diz, que o espiritismo não sendo uma teoria abstrata não se dirige apenas aos sábios, por conseguinte o homem espírita fala ao coração e para falar a linguagem do coração não há necessidade de diplomas.)
Na imagem que os outros criam diante de nós, só que muitas vezes os outros estão se escondendo de si mesmos e criando e alimentando a ilusão de que realmente nos farão felizes.Ainda chegamos acreditar que o cigarro e bebida, os cosméticos,  vai nos trazer a liberdade e a beleza anunciadas em suas belas propagandas.Mas não é só nesse mundo exterior visto na mídia que exteriorizamos as nossas falsas expectativas,também na casa espírita, ainda projetamos valores que poderiam nos levar ao bem estar, ao crescimento moral, nos benfeitores espirituais – como se eles fossem obrigados a resolver os nossos problemas,no passe,na água fluidificada,ou ainda, há quem pense que sofrendo calado, inerte, passivo nesta encarnação poderá ser feliz e ter um caráter mais nobre em outra.
Não faço nada de errado, mas também não faço nada de bom -.
Nós desprezamos o nosso potencial de adquirir valores morais mais abrangentes, quando nos colocamos como vítimas e deixamos de tomar atitudes nobres e positivas para o nosso bem estar. Enfim, construímos ilusões, alimentamos fantasias e agindo dessa maneira, continuamos investindo nossos valores em relacionamentos repletos de expectativas e acabamos nos condenando a desilusão.
Emanuel – psicografia de Chico Xavier, diz: - a desilusão em nossa vida é a visita da verdade. Importante – atrás da desilusão há sempre um processo inicial chamado ilusão. Ou seja – nós criamos valores cheios de expectativas em relação ao comportamento do outro,(ilusão),só que ignoramos que as pessoas são imprevisíveis e incertas com relação ao que querem, o que procuram, ao que tem e ao que sentem, assim como nós.
Isto significa dizer que as vezes aqueles valores que achamos que faz o outro  ser um homem de bem, para o outro é um meio de infelicidade.
Quando o homem conseguir vivenciar valores nobres como fraternidade, solidariedade, amor, perdão, indulgência, a humildade, ele conseguira também, deixar de controlar, vigiar e moldar as situações e as  pessoas, aceitará que somos todos seres únicos e moldados por experiências únicas,isso porque o descontrole em nossa vida vem da ânsia, da vontade de querer controlar a vida alheia.Portanto, a conquista de valores nobres não pode ser vista como uma questão de circunstâncias, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, não tem nada a ver, os outros não são empecilhos ao nosso crescimento,nem tampouco ter como impedimento os problemas que carregamos – o que seria outra ilusão –
A conquista de valores nobres pode estar numa postura tranqüila diante dos encontros e desencontros de nossa existência, reconhecendo através da realidade da imortalidade do espírito as infinitas possibilidades de recomeçar uma nova jornada, uma nova etapa.
Talvez a conquista de valores morais mais abrangentes, seja reconhecer que são os nossos erros e acertos que nos levarão a um único resultado – o aprendizado.
Talvez seja evitarmos o julgamento pré-concebido, basta ouvir um comentário, ver uma cena, ler um matéria, já vem uma enxurrada de críticas,nunca nos damos ao direito de ver outro lado da moeda – mesmos certos não temos o direito de julgar Lembrando as palavras do Mestre – atire a primeira pedra, quem nunca errou -
Talvez seja identificar em nosso semelhante um companheiro de jornada, um espírito imortal, antes de vê-lo como pai, mãe, filho, irmão, chefe ou subordinado, rico ou pobre,já que somos todos seres transitórios, que só levarão consigo as lições absorvidas.
Conquistar valores nobres, talvez seja segurar tudo e todos com as mãos abertas, sem reter nada e ninguém, porque nenhuma pessoa ou coisa é nossa propriedade.
Vivenciar valores nobres, talvez seja, termos apenas a noção de que podemos ser  parcialmente felizes aqui e agora dentro tão somente de nossas reais possibilidades,e nunca através da realização de nossos intranqüilos e desnecessários desejos.
Vivenciar valores nobres pode estar na convivência com a nossa família, quando temos a chance de fazer o bem, ajudando nas tarefas domésticas, dizendo palavras agradáveis, expressando afeto, carinho para os que vivem conosco, mesmo achando que eles não merecem, olhar aquela criança que bate a nossa porta em busca do pão, não esquecendo que ela também é nossa irmã, é igual a nós, chora, ri, sofre com as perdas, sente-se feliz ao receber um agrado, um sorriso.
Talvez seja, no trabalho, desempenhar nossas funções com a máxima atenção, sendo simpático e solícito com os colegas com quais se divide longas horas diárias, sem querer tirar proveito de uma situação puxando o tapete de alguém.
Aproveitar um domingo de descanso para visitar um asilo, um orfanato, reservar um tempo para meditar, avaliando a nossa conduta.
Se tudo isso nos parece ainda muito difícil, devemos nos amparar na luz do mestre Jesus, que  nos convida todos os dias a seguir os seus passos, já que todos fomos criados para sermos verdadeiramente felizes.E a felicidade está diretamente ligada a vivencia de valores nobres.
kardec – Revista Espírita 1865, esclarece que o objetivo de todo indivíduo na terra, é  querer a felicidade a qualquer custo, mas como conquistá-la sem vivenciar valores morais a altura dessa necessidade.
O problema é que cada um de nós procura uma rota diferente em busca da felicidade, e mais, nessa caminhada, nessa busca, o homem vivencia valores puramente materiais.
kardec – diz que cada um de nós espera encontrar aquilo que nos agrada, que nos faz bem, incluído aí a felicidade, num lugar ou numa coisa diferente que mais nos agrade particularmente.E vejam, onde nós esperamos encontrar a felicidade:
Uns na glória outros nas honrarias e a grande maioria – na fortuna, na riqueza material. A fortuna é em nossos dias o mais poderoso meio de se chegar a tudo, a fortuna serve de pedestal a tudo. Afinal, que valores morais são esses? 
Os nossos desejos (materiais) aumentam na mesma proporção daqueles que são satisfeitos – sempre queremos mais.
E onde entra a Doutrina Espírita poderá ajudar?  O espiritismo tem a missão de enfatizar ao homem, que as riquezas materiais e o progresso intelectual não é o mais importante, é apenas um passo que faculta o progresso de natureza moral, de valores morais mais elevados. Isto porque, sem crescimento moral o homem cresce apenas horizontalmente, sem penetrar na verticalidade do conhecimento divino.
Portanto o espiritismo é a chave que abre a porta da ignorância e facilita o conhecimento da verdade, verdade essa que nos levará a vivenciar valores morais mais elevados, fazendo do amor a nossa bandeira, procurando a cada passo ouvir a  nossa própria consciência,fazendo o bem pelo bem, perdoando e estendendo a mão, lutando por um mundo melhor, se esforçando contra os vícios e fraquezas, só que infelizmente as nossas condutas, quase sempre estão pautadas na lei da compensação, fazer e receber,isso acaba nos traindo sempre.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Conhecimento do futuro



Por - Gilberto L Tomasi

Não andeis pois,ansiosos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado(Mts.6/31”.)

  A ansiedade é uma sensação ocasionada por alguns momentos de preocupação, tensão e apreensão, sentida como uma antecipação a acontecimentos que poderão ocorrer. Ou seja, sofre-se antecipadamente  por algo desconhecido.
Mas, podemos prever os acontecimentos futuros? Vejamos: Na tragédia grega de Sófocles, o rei Laio de Tebas é alertado por um oráculo de Delfos sobre a sua morte pelas mãos de seu filho Édipo. Platão, conversando com Fredo (Fabulista romano,15ac/50dc) dizia: “A alma tem o dom de profetizar”. Para Aristóteles, o homem podia prever o futuro sem a interferência de Deus.Sonhando que a estátua de seu marido, imperador Cesar jorrava sangue, Calpurnia, previu sua morte. Ao ser insultada por um desconhecido, Joana D’Arc prevê sua morte por afogamento no fosso de um castelo. Já. Nostradamus, em suas centúrias, profetizou vários acontecimentos. Previu, dizem, a revolução francesa, a ascensão de Napoleão, do domínio de Hitler e alguns outros que ainda estão por acontecer. O  Mestre Jesus, também profetizou sobre o futuro em sua época ao falar sobre o “fim dos tempos”.
  Em 1868, com o Livro A Gênese, Kardec impulsiona a teoria da preciência, que foi comprovada mais tarde através de várias pesquisas realizadas pelo Dr. Joseph Banks Rhine, biólogo americano e  pai da parapsicologia.,em 1932. Sua esposa Dra. Luisa Rhine, em seu livro “Canais Ocultos do Espírito”, após profunda análise de relatos de várias pessoas que diziam prever o futuro, classificou o fenômeno em quatro formas: 1-Fenômeno realista, 2-Fenômeno não realista, 3-Fenômeno alucinatório, 4-Fenômeno intuitivo, (que merecem ser estudados). Mais recentemente, nos anos setenta, Russel Targ e Harold Puthoff, físicos do instituto de pesquisas de Estanford, realizam estudos e experiências sobre  precognição relacionadas com situações reais. A precognição (latim,pré-cognito) é uma percepção extra-sensorial na qual o indivíduo percebe uma informação sobre o futuro ou evento antes dele acontecer.
  Na ótica espírita o conhecimento do futuro é abordado por Kardec em O Livro dos Espíritos, na questão 402, quando ao serem questionados sobre a liberdade dos espíritos durante o sono, eles respondem: “Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o espírito mais faculdades do que  no estado de vigília. Lembra-se do  passado e algumas vezes prevê o futuro”.  Na Gênese, cap. XVII, Kardec esclarece: “Aquele a que é dado o encargo de revelar uma coisa oculta recebe, à sua revelia e por inspiração dos espíritos que a conhecem, a revelação dela e a transmite maquinalmente, sem se aperceber do que faz. É sabido, ao demais, que assim , durante o sono, como em estado de vigília, nos da dupla vista, a alma se desprende e adquire, em grau mais ou menos alto, as faculdades do espírito livre”. Prossegue Kardec: “(...) Muitas vezes, as pessoas dotadas da faculdade de prever, vêem os acontecimentos como que desenhados num quadro, o que também se poderia explicar pela fotografia do pensamento”.
  Em o Livro dos Médiuns, Kardec, faz vários comentários a respeito do conhecimento do futuro dizendo que esse conhecimento do futuro acontece através de uma intuição muito vaga daquilo que pode acontecer, e isso se dá através dos médiuns de pressentimento. Mas, conforme Kardec, no Livro dos Médiuns, o homem não deve saber de tudo o que está por vir, pois se Deus assim permitisse, o homem não trabalharia em prol de sua evolução e progresso, pois, a saber o que estaria por acontecer iria neglingenciar o seu presente. Sendo o futuro algo de bom, permaneceria inerte esperando sua realização, sendo algo desagradável cairia num estado de tristeza e melancolia.
  Joana D’Angelis, nos explica em sua série psicológica: “A paranormalidade é inevitavelmente o novo passo a conquistar, e que futuramente estes fenômenos serão algo de normal em nossas vidas. Continua Jona D’Angelis: “(...)O espírito possui valiosos recursos que se expressam através de seu psiquismo, podendo irradiar o pensamento, produzindo,fenômenos, consciente ou inconscientemente, de pré e retrocognição.(Regressão de memória)
  A falta de informação, faz com que algumas pessoas associem o fenômeno da precognição como sendo “bruxarias”, e sentem um sentimento de culpa ao terem visões de situações desagradáveis.
  Chico Xavier através da psicografia diz que os espíritos ensinam: “ Se queremos saber sobre nosso passado, analisemos o nosso presente; se quisermos saber de nosso futuro, analisemos nosso presente”.
Consulta: O Livro dos Médiuns (Kadec),O Livro dos Espíritos (Kardec), A Gênese (Kardec), Dias Gloriosos (Joana D’Angelis – Divaldo), Revista o Reformador (06/2002) Sexto Sentido n. 520, Precognição (Adelaide P Lessa), Canais Ocultos do Espírito (Louisa Rhine)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mediunidade é doença?



Joilson José Gonçalves Mendes

Allan Kardec afirmou que “Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos espíritos é, por esse fato, médium.” Encontramos em várias passagens das obras basilares da Doutrina Espírita e também em livros complementares, referências de que a mediunidade é decorrente de uma predisposição orgânica.
Pode-se dizer que a mediunidade é uma ferramenta que recebemos ao reencarnar, para adiantarmos nosso processo de evolução, bem como sermos instrumentos na tarefa de comunicação com a espiritualidade. Ao exercitarmos a mediunidade com o mais profundo desinteresse, de coração aberto e muito amor, estaremos praticando a caridade e esta prática como sabemos apaga a multidão dos erros cometidos em vidas pregressas.
Contudo nem todas as pessoas têm acesso a este tipo de informação pelos mais diversos motivos, seja por professar outro tipo de filosofia religiosa, medo, preconceito, desinteresse, etc. Daí encontrarmos muitas delas internadas em hospitais psiquiátricos. Vários destes pacientes apresentam um grau elevado de mediunidade, que não foi tratada como deveria.
A Doutrina dos Espíritos esclarece que devido a uma capacidade mediúnica desequilibrada o médium poderá sofrer a influência de espíritos obsessores, sendo estes desafetos do passado, e a falta de atenção aos assuntos espirituais pode levar a pessoa a um desequilíbrio mental, mas não que a mediunidade em si seja patológica. Salienta-se, ainda, que nem todo distúrbio mental tem sua origem em uma mediunidade desequilibrada, muitos pacientes já possuem, por causa genética a probabilidade de desenvolver algum tipo de transtorno mental.
Em o Livro dos Médiuns, Cap 18, item 221. 1. verifica-se o seguinte questionamento: “A faculdade mediúnica é indício de algum estado patológico ou simplesmente anormal?” E a resposta é: “Às vezes anormal, mas não patológico. Há médiuns de saúde vigorosa. Os doentes o são por outros motivos”. Mais adiante no item 5. “A mediunidade poderia produzir a loucura?” A resposta segue no mesmo raciocínio: “Não produziria mais do que qualquer outra coisa, quando a fraqueza do cérebro não oferecer predisposição para isso. A mediunidade não produzirá a loucura, se esta já não existir em germe. Mas se o seu princípio já existe, o que facilmente se conhece pelas condições psíquicas e mentais da pessoa, o bom senso nos diz que devemos ter todos os cuidados necessários, pois nesse caso qualquer abalo será prejudicial”.
O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais - Quarta Edição (DSM-IV™) publicado pela Associação Psiquiátrica Americana, é uma classificação categórica que divide os transtornos mentais em tipos, baseados em grupos de critérios com características definidas. O DSM-IV™ serve para facilitar o diagnóstico, o tratamento e as análises estatísticas dos transtornos mentais. Neste manual encontramos referências sobre a possessão por espíritos (Casos clínicos DSM4). O Tratado de Psiquiatria de Kaplan e Sadock, da Universidade de Nova York, também se refere à mediunidade no capítulo sobre Teorias da Personalidade. Outro referencial é Código Internacional de Doenças (CID-10), (F44.3), que reconhece os estados de transe e possessão por espíritos.
Sabe-se que as 50 maiores faculdades de Medicina dos EUA possuem em sua grade curricular de graduação e pós-graduação a disciplina Medicina e Espiritualidade, que a Organização Mundial de Saúde coloca em seu protocolo de Qualidade de Vida o sistema espiritual. Resta-nos perguntar se os profissionais da medicina que tratam dos transtornos mentais estão preparados para lidar com estas situações.

Ao reportarmos ao título deste texto, inferimos que a mediunidade está totalmente desvinculada de qualquer patologia. Cabe lembrar que a mediunidade é concedida àquele que aceitou vir com esta predisposição orgânica. A pessoa foi preparada, antes de reencarnar, para cumprir com sua tarefa. Contudo, ao reencarnarmos esquecemos dos muitos compromissos assumidos.
Aquele que apresenta em maior ou menor grau qualquer tipo de manifestação mediúnica, convém buscar o conhecimento teórico/prático de como lidar com esta situação, lembrando sempre que o conhecimento de si mesmo deve ser o primeiro e o trabalho interior em dominar suas más tendências sua meta principal. Agindo desta maneira estará praticando a mediunidade com Jesus e assim terá a proteção dos bem-feitores espirituais.


Referências bibliográficas:
- O Livro dos Espíritos
- O Livro dos Médiuns
- Desafios da mediunidade – Pelo espírito Camilo – Psic Raul Teixeira.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

OS ANIMAIS



Por - Gilberto L Tomas

Os animais tem alma? Progridem? Serão sempre animais? Porque eles sofrem? Existe lei de causa e efeito entre eles?
Animais não tem alma como nós humanos, mas tem um princípio espiritual  que sobrevive à morte do corpo.
Segundo Kardec, os espíritos disseram: Quando o animal morre, espíritos especializados recolhem esse princípio espiritual, que entra em letargia e é encaminhado para uma nova encarnação quase imediatamente.
Este princípio inteligente, que ainda não é um espírito, passará milênios nessa condição, até chegar ao reino hominal, mas em mundos primitivos, onde o homem pouco diferencia do animal.
Continua progredindo lentamente até adquirir consciência de si mesmo e desenvolver o livre-arbítrio.
Os homens progridem por sua vontade, os animais pela força das coisas ou do ambiente.
Se permanecessem sempre animais seria uma injustiça, pois eles sofrem, são abatidos para a alimentação do homem usados como cobaias e desenvolvem doenças como câncer, etc.
Os animais não são responsáveis pelos seus atos. Alguns são mais inteligentes pelos cuidados recebidos, ou talvez porque progrediram um pouco mais que seus irmãos da mesma espécie.
Respeitar e proteger os animais é um dever cristão.
Kardec, afirma que não há interrupção na evolução do espírito, desde sua criação até o ser humano, desde o mineral até o ser humano. O ser humano não detém o privilégio da evolução. Há uma lei geral que rege os seres da criação, animais ou inanimados: é a lei o progresso.
Fonte:  Rev. Esp. 03/1864

INFORMAÇÕES:
- BRASIL – 35 MILHÕES DE CÃES E 15 MILHÕES DE GATOS
- GASTOS COM PRODUTOS E SERVIÇOS PARA ANIMAIS; 9 BILHÕES ANO -  NO BRASIL.  – 750 MILHÕES MÊS.
- 44% DOS LARES TEM UM ANIMAL DE ESTIMAÇÃO
- CURITIBA , POA, CAMPINAS – 50%
Fonte: Rev.VEJA 03/2009

Estudo da Doutrina Espírita – Parte II


Joilson José Gonçalves Mendes

O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação”. Emmanuel

No número anterior abordamos sobre a importância do estudo da Doutrina Espírita de maneira geral, para que todos aqueles que intentam na labuta espiritual não o façam desprovidos de noções básicas e busquem cada vez mais aprimorar seus conhecimentos sobre esta Doutrina que ilumina a escuridão em nós.
Neste número continuaremos a falar sobre a importância do conhecimento sobre o mundo espiritual, contudo, dirigido aos médiuns ostensivos, quais sejam, aqueles que apresentam a mediunidade educada ou em processo de educação e são trabalhadores nas sessões mediúnicas, dos quais destacamos os mais comuns: psicógrafos, psicofônicos, de desdobramento, clarividente ou clariaudientes.
Não discorreremos sobre estes tipos de mediunidades, partiremos do pressuposto que médiuns freqüentadores das reuniões mediúnicas já são portadores destes conceitos, visto que já devem ter passado pelos estudos básicos como Estudos Sistematizados da Doutrina Espírita (ESDE) e Curso de Orientação e Educação Mediúnica (COEM).
Logo na introdução de O Livro dos Médiuns, Kardec alerta sobre a importância de conhecermos os fenômenos espíritas para não sermos joguetes nas mãos de espíritos levianos. Sobre o exercício da prática mediúnica, em nota do Cap VI, item 18, assevera: “O estudo sério do Espiritismo leva precisamente o homem a se desembaraçar de todas as superstições ridículas”.
Estas superstições, que trazemos no inconsciente, fazem parte do atavismo que desenvolvemos em inúmeras reencarnações. É fácil verificarmos isto em médiuns iniciantes que pouco conhecem sobre a doutrina e a manifestação dos espíritos. Geralmente chegam às casas espíritas assustados, apavorados, cheios de conceitos errôneos; com o decorrer do tempo e o estudo vão compreendendo o que acontece e deixa de sentir medo.
No item 225 de O Livro dos Médiuns, é apresentada a comunicação de um espírito de ordem superior, assim classificado pelo Codificador, que discorre sobre o médium de vasto conhecimento: “Assim, quando encontramos em um médium o cérebro povoado de conhecimentos adquiridos na sua vida atual e o seu Espírito rico em conhecimentos latentes, obtidos em vidas anteriores, de natureza a nos facilitarem as comunicações, dele de preferência nos servimos, muito mais fácil do que com um médium de inteligência limitada e de escassos conhecimentos anteriormente adquiridos”.
Desta maneira é que pessoas com conhecimento sobre Física, melhor expressará, por meio da mediunidade, mensagens de espíritos que foram físicos; um médium que se dedique ao conhecimento da Poesia terá melhores condições de transmitir mensagens poéticas; aquele que acumular conhecimentos na área médica transmitirá conceitos afetos à medicina. Assim observamos que todo médium deve se esforçar tanto para conhecer sobre a fenomenologia mediúnica, bem como adquirir conhecimentos diversos em sua área de interesse.
Um ponto que chama a atenção é a respeito do Animismo. Muitos médiuns confundem Animismo com Mistificação. No Animismo, muitas vezes de forma inconsciente, o médium expressa conteúdos próprios e que devem ser tratados como se espírito comunicante fosse, com todo carinho e amor necessários. Lembremos que o médium também é um espírito em fase de purificação.
Já a Mistificação ocorre de forma consciente em casas espíritas desprovidas dos conhecimentos necessários para um bom desempenho mediúnico, e muitas vezes os médiuns são obrigados a dar comunicação; ou médiuns que ainda não se despojaram do orgulho e da vaidade e inventam comunicações. Também é utilizada por espíritos que procuram envolver o médium despreparado e disseminar idéias contrarias a Doutrina Espírita com a intenção de desestabilizar o grupo mediúnico.
Na questão 303-2ª, de O Livro dos Médiuns, sobre as Mistificações, encontramos a seguinte explicação: “Deus permite as mistificações para provar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que fazem do Espiritismo um simples meio de divertimento”.
Lembremos que entre os desencarnados encontramos espíritos de elevado conhecimento intelectual e baixo valor moral. É por isto que convidamos a todos os espíritas e principalmente os médiuns a prepararem-se, por meio do estudo seja em grupo na casa espírita em que freqüenta ou individualmente, adquirindo a fé raciocinada, a lógica e a razão em Jesus para sabermos discernir entre o verdadeiro e o falso, e conquistarmos uma melhor qualidade em nossa prática mediúnica.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- O Livro dos Espíritos
- O Livro dos Médiuns
- O Consolador
- Consciência e Mediunidade – Projeto Manoel Philomeno de Miranda
- Mediunidade e Discernimento – Walter Barcelos
- Mediunidade e Animismo – Um diálogo entre o médium e o espírito – Carlos A. Baccelli –      Odilon Fernandes (Espírito)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Estudo da Doutrina Espírita – Parte I







Joilson José Gonçalves Mendes

“Espíritas! Amai-vos, esse o primeiro ensinamento; instruí-vos, esse o segundo”.

Muitas pessoas chegam à casa espírita em busca de informações, geralmente para atender a alguma necessidade imediata, e ao passar pelo atendimento fraterno são convidadas a freqüentar a casa e participar dos grupos de estudos. Algumas permanecem por um certo período de tempo e logo se afastam outras percebem a riqueza de conhecimento que a Doutrina nos oferece e continuam estudando cada vez mais.
O estudo da Doutrina nunca se esgota, aqueles que acreditam já ter estudado tudo sobre o assunto estão completamente enganados. Os espíritos estão sempre nos passando informações novas seja por meio dos romances ou pelos livros mais técnicos como a série André Luiz. Muitas vezes lemos certo livro guardamos algumas informações e após dois ou três meses ao folharmos novamente aquele livro identificamos um dado que havia passado despercebido.
Cabe lembrar um fato ocorrido com o médium Divaldo Franco. Conta-se que ao conhecer a Doutrina Espírita, Divaldo ficou tão impressionado e questionou sua mentora espiritual Joana de Angelis, o que deveria fazer e teve como resposta que deveria ler o Livro dos Espíritos. Terminado voltou novamente a Joana dizendo que já havia lido e o que poderia fazer. Novamente Joana lhe respondeu leia o Livro dos Espíritos e assim ele o fez. Mais uma vez retornou a Joana dizendo que terminara de ler, então ela lhe respondeu: “- Agora estude o Livro dos Espíritos”.
Estudar a Doutrina Espírita não significa apenas acumular conhecimentos, sermos portadores de informações e sim um convite ao auto-conhecimento. Ao estudarmos ou lermos qualquer conteúdo espírita devemos parar, interiorizarmos e meditarmos sobre o que estudamos ou lemos. Agindo desta maneira estaremos realizando a terapia necessária para o burilamento espiritual, visto que acionaremos conteúdos psíquicos recônditos no inconsciente. Quanto ao trabalho sobre nossas imperfeições a Benfeitora espiritual Joana de Angelis, nos chama a razão na seguinte frase: “Estuda a Doutrina Espírita e estuda-te”.
Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, estava tão certo da importância do estudo, principalmente relacionado a prática mediúnica que inicia e conclui o Livro dos Médiuns com um discurso sobre o estudo, o qual transcrevemos abaixo:
Todos os dias a experiência nos traz a confirmação de que as dificuldades e os desenganos, com que muitos topam na prática do Espiritismo, se originam da ignorância dos princípios dessa ciência, e felizes nos sentimos de haver podido comprovar que o nosso trabalho, feito com o objetivo de precaver os adeptos contra os escolhos de um noviciado, produziu frutos e que à leitura desta obra devem muitos o terem logrado evitá-los”. Ao final do livro Kardec nos adverte enfaticamente: “...Estudai, antes de praticardes, porquanto é esse o único meio de não adquirirdes experiências à vossa própria custa”.
Na questão 227 de O Livro dos Espíritos, em que Kardec indaga sobre como os espíritos errantes obtém o conhecimento, recebeu a informação de que eles estudam e procuram meios de se elevarem espiritualmente. Outro item importante referente ao assunto encontra-se na questão 967 da mesma obra, onde a espiritualidade informa que a felicidade dos espíritos mais elevados consiste em conhecerem todas as coisas; em não sentirem ódio, nem ciúmes, nem inveja, nem ambição, nem qualquer das paixões que ocasionam a desgraça dos homens”.
Emmanuel pela psicografia de Chico Xavier, na obra Pensamento e Vida – Cap 4, ensina que chegaremos a Deus sendo conduzidos por duas asas “Amor e Sabedoria”. Precisamos aprender a amar, mas amar a todos os seres de maneira incondicional, amar como Jesus amou, e o simples desejo de querermos aprender sobre este amor mobiliza forças ainda desconhecidas em nós, que nos impulsiona para a realização suprema. Na aquisição do conhecimento, sintonizamos com a bondade infinita de Deus e dos bons espíritos, guardando em nossa memória espiritual a influência de nossos amigos espirituais.
Transcrevemos abaixo, para nossa reflexão, um texto da venerável soror Joana de Angelis extraída do livro Estudos Espíritas:
“Estudar o Espiritismo na sua limpidez cristalina e sabedoria incontestável é dever que não nos é lícito postergar, seja qual for a justificativa a que nos apoiemos”.

 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- O Livro dos Espíritos
- O Livro dos Médiuns
- Alerta, Cap 12 – Joana de Ângelis
- Estudos Espíritas – Joana de Ângelis
- Consciência e Mediunidade – Projeto Manoel Philomeno de Miranda

O QUE É SER ESPÍRITA


Por - Gilberto L Tomasi

Se consultarmos o dicionário veremos que trata-se de pessoa vinculada ao espiritismo. Se perguntarmos a quem não é espírita, uns dirão que é algo que mexe com os mortos, outros dirão que têm medo e outros permanecerão indiferentes.
 Perguntando aos próprios espíritas, alguns dirão, que é ir ao centro, tomar passes, ouvir os espíritos, assistir palestras, ler livros, estudar, outros dirão que é fazer caridade.
As respostas são várias, mas todas incompletas. O melhor mesmo é ir buscar a resposta nos livros da codificação, a partir do Livro dos Espíritos, onde veremos que existem:
 - Os que acreditam.
 - Os que acreditam e admiram a moral espírita.
 - Os que creem admiram e praticam.
Segundo kardec, esses são os verdadeiros espíritas. Acontece porém, que grande parte dos que se dizem espíritas, procuram a casa espírita devido a algum problema de saúde, ou a algum problema existencial, para conseguir emprego, conquistar um amor impossível, enfim, acreditam que no centro espírita alcançariam a solução de seus problemas e a almejada felicidade.
 No livro o Céu e o Inferno, que apresenta inúmeras comunicações de espíritos nas mais diversas condições, há um relato interessante do espírito Jean Reunaud, que está classificado como espírito feliz, fruto de uma conduta digna quando esteve na terra. Perguntado se na vida física ele professava o espiritismo, respondeu: há uma grande diferença entre professar e praticar. Muita gente professa uma doutrina, mas não pratica; pois bem, eu praticava e não professava.
Professar significa reconhecer publicamente, se declarar adepto, fazer propaganda da idéia. Aí está a chave da questão:
 A situação de felicidade do espírito devia-se à vivência dos princípios do espiritismo, mesmo sem conhecê-lo, portanto, ser espírita é ser autêntico é trabalhar para alcançar a felicidade possível, é ser íntimo da alegria, é viver em comunhão com as leis divinas, é saber orar e vigiar, tendo absoluta confiança no criador, é saber desculpar os ofensores saber ser bondoso, humilde e compreensivo.
Ser espírita é saber praticar a caridade em todos os níveis e em todas as  oportunidades, porque fora da caridade não há salvação, é saber amar o próximo, mesmo sendo ele nosso inimigo, é saber tolerar com paciência, as situações desagradáveis e as horas amargas, é enfrentar os desafios encontrados na estrada evolutiva, não permitindo que os empecilhos se transforme em tristezas, não exigir do próximo as qualidades que ainda não possuímos.
 Ninguém precisa renunciar à vida para ser espírita. Os adversários a vencer não são os externos, mais sim aqueles que estão no interior do coração de cada um.
 Os adversários que podem nos derrotar nesta jornada de redenção são nosso próprio orgulho, o egoísmo, o apego aos bens materiais, ao conforto desnecessário e extravagantes aos interesses materiais.
 O cristão verdadeiro não luta mais nas arenas com os leões, nem precisa mais se defender das espadas dos gladiadores. Precisa e deve se defender das feras que estão dentro de cada um.
 A tarefa hoje se mostra mais confortável, pelo menos não exige o sacrifício do corpo ou da saúde, basta disposição para vencer os demônios do fundo da alma.
 Logo, ser espírita é freqüentar as reuniões  compenetrado durante as explicações evangélicas? Tomar passe e água fluidificada? É estudar a doutrina e aprender seus conceitos? E conhecendo seus princípios saber transmiti-los? É ser médium, fornecendo seu equipamento para que o trabalho se realize? É trabalhar na assistência social? Tudo isso é ser espírita se no coração vibrar o evangelho de Jesus, se tudo isso não for realizado de maneira mecânica e sem sentimento, ou apenas por medo  do que  possa acontecer numa vida futura
 Se enganam aqueles que se dizem espíritas, e vivem na periferia da doutrina. Especialmente os que conseguiram o resultado desejado, pois esses se apegam apenas nos fenômenos e estão sempre à procura de novas sensações.
 Outros se enganam, freqüentando centros  por medo, porque alguém falou que estão com problemas  ou perturbações emocionais, que são médiuns e precisam trabalhar, praticar a caridade, pois caso contrário nada dará certo em suas vidas. Isso chega a ser chantagem emocional, pois uma doutrina eminentemente libertadora, não pode criar algemas que aprisionem as pessoas para mantê-las na casa espírita, pois, só seremos realmente espíritas quando o queremos ser.
 O espírita verdadeiro sabe, que mesmo Deus nos criando com muito amor e nos destinando a perfeição, só alcançaremos essa perfeição pelos nossos próprios esforços, ou se preferirmos, pela exaustão da dor. E, isso torna a doutrina espírita libertadora.
 Ser espírita é aceitar a reencarnação e a lei de causa e efeito, pois através disso ficamos sabendo o porque da vida, o que estamos fazendo na terra e qual nossa destinação. Para o espírita, o espiritismo não é uma  crença, mas uma certeza, ele sabe, que o sofrimento faz parte de um processo evolutivo, é a dor do crescimento. Ser espírita é saber que a doutrina é a luz a esperança.